Mercados Arranca o exercício dos direitos de subscrição de novas ações da Cofina. Veja o guia

Arranca o exercício dos direitos de subscrição de novas ações da Cofina. Veja o guia

O período de exercício dos direitos de subscrição de novas ações da Cofina, no âmbito do aumento de capital até 85 milhões de euros para a compra da Media Capital, arrancou esta terça-feira e termina a 10 de março. Veja o guia com perguntas e respostas sobre esta operação.
Arranca o exercício dos direitos de subscrição de novas ações da Cofina. Veja o guia
Negócios 25 de fevereiro de 2020 às 15:30



Para que serve o aumento de capital?

A Cofina vai emitir 188.888.889 ações, com um preço de subscrição unitário de 0,45 euros, o que resultará num encaixe de 85 milhões de euros que servirá para financiar parte da aquisição da Media Capital. A Cofina aceitou pagar 123,9 milhões de euros aos espanhóis da Prisa pela compra da Vertix, que controla 94,96% da Media Capital.  E vai lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o restante capital da empresa que controla a TVI. No âmbito desta operação, a Cofina contratou um financiamento sindicado de 170 milhões de euros, pelo que entre capital e dívida vai angariar 255 milhões de euros. Além do dinheiro para a compra das ações da Media Capital, a Cofina pretende utilizar este encaixe para amortizar empréstimos das duas companhias (Cofina e Media Capital) no valor de 127 milhões de euros.

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Quais as datas da operação?

As ações vão ajustar ao aumento de capital esta sexta-feira, 21 de fevereiro. Os direitos de subscrição podem ser transacionados em bolsa entre 25 de fevereiro e 5 de março e o período de subscrição das novas ações decorre entre 25 de fevereiro e 10 de março (as ordens podem ser revogadas até 4 de março). Os resultados da oferta serão apurados em sessão especial de bolsa agendada para 11 de março e as novas ações devem ser admitidas à negociação a 13 de março.

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Qual vai ser o valor dos direitos?

Será o mercado a determinar o valor dos direitos que permitem subscrever as novas ações, mas é possível apurar desde já o seu valor teórico. Tendo em conta a cotação da Cofina no fecho de quarta-feira, 19 de fevereiro (0,47 euros), cada direito da Cofina apresenta um valor teórico de 1,296 cêntimos. Este valor corresponde à diferença entre a cotação atual e a cotação teórica das ações pós destaque dos direitos.

Os acionistas que mantenham as ações em carteira até ao fecho da sessão desta quinta-feira vão receber um direito por cada ação detida. Por cada direito podem subscrever 1,8416355422677 novas ações, mediante o pagamento de 0,45 euros por cada uma.

O valor teórico dos direitos vai sempre variar tendo em conta a cotação das ações, o que abrirá oportunidades de arbitragem quando existirem desequilíbrios entre o preço teórico e o valor real dos títulos no mercado.

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Qual o preço ajustado das ações?

Quando as ações negociarem destacadas dos direitos (sexta-feira, 21 de fevereiro), vão ser alvo de um ajuste técnico. Para chegar ao valor teórico das ações pós aumento de capital (theoretical ex-rights price, ou TERP), é preciso somar a capitalização bolsista atual (48,2 milhões de euros) ao valor do encaixe com o aumento de capital (85 milhões de euros) e dividir pelo número total das ações após a conclusão da operação (291.454.725). Tendo em conta a cotação de fecho de ontem (0,47 euros), o TERP é de 0,457 euros. Ao preço de fecho da sessão desta quinta-feira terá que ser aplicado o mesmo cálculo para chegar ao preço teórico das ações na abertura de sexta-feira (já destacadas dos direitos).

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Sou acionista, o que devo fazer?

Primeiro, decidir se quer ou não participar no aumento de capital. Em caso afirmativo, terá que exercer os direitos que vão ser creditados na sua carteira se mantiver as ações até ao fecho de hoje. Se tiver atualmente 1.000 ações da Cofina, vai receber 1.000 direitos que possibilitam a subscrição de 1.841 novas ações. Terá que efetuar um investimento de 828,54 euros e ficará com 2.841 novas ações. Se não pretende investir no aumento de capital terá que vender os direitos de subscrição em bolsa (entre 25 de fevereiro e 5 de março). Se não der a indicação ao seu intermediário financeiro perderá o valor dos direitos, pois estes caducam depois de terminar o período de exercício. No exemplo de um acionista com 1.000 ações, receberá 1.000 direitos, que têm atualmente um valor teórico de 12,96 euros.

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Não sou acionista, como posso participar?

Tem duas opções. Comprar ações da Cofina até ao fecho da sessão de hoje e seguir as indicações descritas em cima. Ou comprar direitos durante o período de negociação destes títulos em bolsa (entre 25 de fevereiro e 5 de março), para depois dar a ordem de subscrição entre 25 de fevereiro e 10 de março. Se comprar 1.000 direitos (investimento de 12,96 euros tendo em conta preço teórico atual), poderá subscrever 1.841 novas ações, mediante um investimento de 828,54 euros (0,45 euros cada uma).

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Quais os planos da Cofina para a nova empresa?

A Cofina tem como objetivo aumentar a sua dimensão (com destaque para o EBITDA e solidez financeira), sendo que para tal aposta noutros segmentos de media e na internacionalização para mercados naturais. A empresa quer manter as atuais posições de liderança da Rádio Comercial, do Correio da Manhã e da CMTV; recuperar a primeira posição que foi já ocupada pela TVI. Visa também "aproveitar as sinergias operacionais decorrentes de uma operação com maior escala no setor televisivo"; "otimizar e desenvolver a produção de conteúdos" e "reforçar a sua oferta na área digital". A Cofina estima sinergias de 46 milhões com a compra da Media Capital.

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Qual será a estrutura acionista?

Este aumento de capital vai diluir a posição de alguns acionistas de referência da Cofina, que aceitaram vender direitos de subscrição à Actium (de Paulo Fernandes) e à Pluris (de Mário Ferreira). A "holding" do CEO da Cofina ficará como maior acionista, com uma posição de 20,13%, investindo 20 milhões de euros. Mário Ferreira será o segundo maior acionista, mas para chegar ao investimento de 20 milhões de posição de 15,25% terá que exercer mais direitos. Com os que comprou aos outros acionistas garante 11,4% (investimento de 15 milhões).

O terceiro maior acionista será João Borges de Oliveira, que descerá a posição de 15,01% para 12,01% após um investimento de 8,82 milhões de euros no aumento de capital. Segue-se Ana Mendonça, que vai investir 5 milhões, mas verá a sua Promendo reduzir a posição para 10,84%. Domingos José Vieira da Matos, que vai investir 7,5 milhões de euros através da Liverfluxo, verá a sua posição descer de 12,09% para 10%. Por fim, a Valor Autêntico, de Pedro Borges de Oliveira, investe pouco mais de 4 milhões de euros e verá a sua posição baixar de 10,02% para 6,59%.

O Abanca e o Santander Asset Management também deverão ficar com participações qualificadas. Os atuais acionistas de referência, sem contar com Mário Ferreira, permanecem com mais de 50% do capital da empresa de media. O "free float" oscilará entre os cerca de 29% atuais e os 17,5% (caso Mário Ferreira e o Abanca consigam exercer todas as ações que pretendem).

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O aumento da capital está garantido?

Não há tomada firme por parte dos intermediários financeiros, mas os acionistas de referência da Cofina e a Pluris (de Mário Ferreira) garantem a subscrição de 70,5% das novas ações. Além disso, o empresário dono da Douro Azul pretende investir um máximo de 20 milhões de euros no aumento de capital, pelo que poderá ter que comprar mais direitos além dos que já adquiriu aos atuais acionistas da Cofina. O Abanca também manifestou a intenção de investir no aumento de capital da Cofina o encaixe que vai receber na OPA da Media Capital (perto de 10 milhões de euros).     

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