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Associação de Corretores diz que estudo da estudo da CMVM é parcelar

O estudo publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na semana passada, referente aos custos de intermediação financeira em Portugal, «é parcelar e dirigido exclusivamente à análise de carteiras de pequenos investidores», referiu onte

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Janeiro de 2006 às 15:13
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O estudo publicado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) na semana passada, referente aos custos de intermediação financeira em Portugal, «é parcelar e dirigido exclusivamente à análise de carteiras de pequenos investidores», referiu ontem em comunicado a Associação Portuguesa de Sociedades Corretoras e Financeiras de Corretagem (APC).

Por isso a associação considera «inadequada qualquer generalização e sobretudo não se deve inferir qualquer conclusão sobre margens ou rentabilidade anormais dos serviços de corretagem e de custódia de valores mobiliários».

«De facto, a realidade do sector é inversa, com quebras significativas de rentabilidade, desde o princípio deste século, em virtude das quebras de procura e a descida acentuada das comissões de corretagem», segundo a APC.

A Associação salienta ainda que o «valor de comissões, de 4,4%, sobre o valor de carteiras de pequenos investidores (2.500 euros), referenciado em diferentes órgãos de comunicação social, são custos totais suportados pelos investidores, dos quais 22% correspondem a impostos e 15% correspondem a custos directos, suportados pelos intermediários financeiros, tais como taxas de bolsa, compensação, liquidação e custódia centralizada».

«O estudo deve ser entendido como parcelar, baseado em carteiras de pequena dimensão, onde os custos mínimos têm um impacto mais significativo, para além de não fazer qualquer referência comparativa com as práticas de outros mercados», diz Francisco Garcia dos Santos, presidente da APC, no mesmo documento.

«Assim, se um pequeno investidor (2.500 euros), de acordo com as premissas do estudo, tem um custo de intermediação financeira em Portugal de 3,45%, o mesmo tipo de investidor poderá ter um custo a rondar os 3,8% em França», conclui o comunicado.

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