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AT&T, UPS e Qualcomm animam Wall Street

As principais praças norte-americanas fecharam em terreno positivo, sustentadas pelo optimismo em torno de bons resultados empresariais.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 22 de Julho de 2010 às 21:16
A United Parcel Services (UPS), A&T e Qualcomm reviram em alta as previsões para os seus lucros, o que contribuiu para impulsionar as bolsas do outro lado do Atlântico.

Os dados relativos aos pedidos de subsídio de desemprego, vendas de casas em segunda mão e índice dos indicadores avançados para os EUA, apesar de não serem reconfortantes, foram melhores do que o esperado pelos economistas, o que ajudou à tendência.

A meia hora do fecho da sessão foram divulgadas duas notícias por parte da autoridade reguladora do mercado de capitais dos EUA, a Securities and Exchange Commission (SEC): a de um acordo com a Dell, que concordou em pagar uma multa por fraude contabilística e a de que a SEC vai alargar o período de investigação do Goldman Sachs, isto depois de já ter havido um acordo com o banco em relação ao primeiro “timing” de investigação sobre um produto financeiro que defraudou os clientes.

A Dell não se viu penalizada pela notícia, tendo fechado a ganhar mais de 2%. No entanto, o Goldman inverteu de imediato para terreno negativo, assim que foi divulgada a informação, tendo fechado a cair 0,66% para 146,02 dólares.

O Dow Jones encerrou a ganhar 1,99%, fixando-se nos 10.322,30 pontos. O S&P 500 avançou 2,25% para se estabelecer nos 1.093,67 pontos.

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq valorizou 2,68% para 2.245,89 pontos.

As boas perspectivas para os resultados das empresas sustentou os mercados accionistas norte-americanos, já refeitos do tom menos optimista dado ontem pelo presidente da Fed, Ben Bernanke, que disse ao Senado que o “outlook” para a economia dos EUA permanece “invulgarmente incerto”.

Hoje, no seu discurso perante a Câmara dos Representantes, Bernanke optou por destacar as medidas possíveis de ajuda ao crescimento económico do país, o que aliviou os mercados.

Cerca de 85% das empresas listadas no Standard & Poor’s 500 que já reportaram resultados desde 12 de Julho superaram as previsões dos analistas quanto aos lucros por acção, salienta a Bloomberg.

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