Mercados Atribuição do Poceirão-Caia ao Elos "particularmente positivo para a Soares da Costa"

Atribuição do Poceirão-Caia ao Elos "particularmente positivo para a Soares da Costa"

A Soares da Costa disparou 8% esta manhã, depois de no Sábado ter sido comunicado que o Elos, consórcio liderado pela Soares da Costa e Brisa, ganhou o troço de alta-velocidade Poceirão-Caia. Os analistas consideram este projecto "particularmente positivo para a Soares da Costa".
Hugo Paula 14 de dezembro de 2009 às 10:24
A Soares da Costa disparou 8% esta manhã, depois de no Sábado ter sido comunicado que o ELos, consórcio liderado pela Soares da Costa e Brisa, ganhou o troço de alta-velocidade Poceirão-Caia. Os analistas consideram este projecto "particularmente positivo para a Soares da Costa".

As acções da Soares da Costa valorizam 4,03% para 1,29 euros, depois de terem chegado a negociar nos 1,34 euros, fixando um novo máximo desde Setembro de 2008. A Brisa sobe 2,00% para 6,88 euros, depois de ter chegado a ganhar 3,34% para 6,97 euros.

Analistas dizem que operação de construção é mais interessante

Os analistas do BPI consideram a notícia “positiva, apesar de que já era esperado depois de o consórcio Elos ter apresentado a proposta com o menor” custo e acrescentam que a notícia é melhor para a Soares da Costa.

O enquadramento de “rendas por disponibilidade” e o apoio do Estado ao projecto, “transforma-o essencialmente num bom projecto para os construtores”, pelo que os analistas do banco de investimento consideram-no, “essencialmente um bom projecto para a Soares da Costa”.

As operações de construção do troço de alta-velocidade, “vão ser executadas por um consórcio complementar, onde a soares da Costa tem uma participação de 17,25% e que um investimento de capital que representa 1,44 mil milhões de euros", segundo os documentos de análise emitidos pelo BPI e Caixa BI.

Estas operações representam um incremento de 14% no livro de encomendas da Soares da Costa saldando o mercado doméstico em 42% as encomendas totais.

Já para a Brisa, este projecto significa uma taxa interna de rentabilidade de 12%, segundo os analistas do BPI Equity Research, sendo que o investimento da concessionário é de 20 milhões de euros.

Tribunal de Contas ainda se vai pronunciar

Recorde-se que este contrato terá ainda que passar pelo Tribunal de Contas, que está a colocar entraves às concessões rodoviárias por terem sido aceites propostas finais piores do que as iniciais. No entanto, estes concursos já foram lançados segundo o novo código dos contratos públicos, ou seja, com regras mais rígidas.




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