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Aumento das reservas de gasolina penaliza preços do petróleo

Os preços do petróleo inverteram o movimento de subida e negoceiam já no vermelho, depois da divulgação de que as reservas norte-americanas de gasolina aumentaram na semana passada, quando se esperava uma descida.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 30 de Junho de 2010 às 16:45
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Os preços do petróleo inverteram o movimento de subida e negoceiam já no vermelho, depois da divulgação de que as reservas norte-americanas de gasolina aumentaram na semana passada, quando se esperava uma descida.

O contrato de Agosto do West Texas Intermediate (WTI), “benchmark” para os EUA, segue a ceder 0,47% em Nova Iorque, para 75,58 dólares por barril. Antes do anúncio relativo aos inventários, o WTI fixava-se nos 76,15 dólares e já tinha estado a subir 1,2% durante a manhã.

Por seu lado, o Brent do Mar do Norte, crude de referência para a Europa, perde 0,36% em Londres, para 75,17 dólares por barril, contra 75,61 dólares um pouco antes dos dados sobre as reservas.

De acordo com a informação divulgada hoje pelo Departamento norte-americano da Energia (DoE), os “stocks” de crude diminuíram em 2,007 milhões de barris na semana passada, quando os analistas inquiridos pela Bloomberg apontavam para uma queda média de um milhão de barris.

Os inventários de gasolina, por seu lado, aumentaram em 537 mil barris, contra uma queda prevista de 400 mil barris.

Quanto aos “stocks” de produtos destilados – que incluem gasóleo e combustível para aquecimento – registaram um acréscimo de 2,457 milhões de barris, contra a projecção de um aumento de 950 mil barris.

Habitualmente, são os dados relativos ao crude que mais pesam na tendência. No entanto, uma vez que se está já na “driving season” – a época de Verão e das férias, que faz com que os automobilistas usem mais os seus carros –, os inventários relativos à gasolina acabam por ter mais influência na reacção dos mercados.

Cerca de 25% da produção de petróleo e de 9% de gás natural no Golfo do México foram suspensas devido à aproximação do furacão Alex. No entanto, nem esta informação está a ajudar a sustentar os preços do crude, que tinham já perdido algum terreno face aos níveis da manhã depois de terem sido divulgados dados decepcionantes relativos à criação de empregos este mês nos Estados Unidos.

Ontem, o presidente Barack Obama declarou estado de emergência no Texas, o que permite que o Estado receba ajudas federais para lidar com o Alex. Rick Perry, governador do Texas, declarou 19 condados como zona de desastre, de modo a libertar recursos, e activou 2.500 tropas da Guarda Nacional, oito helicópteros e três aviões de transporte C-130.

Há 15 anos que não se formava um furacão em Junho no Atlântico, apesar de a época dos furacões nesta região ter oficialmente início a 1 de Junho.

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