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Avião malaio e ofensiva israelita determinam queda dos índices europeus

A queda do avião malaio em solo ucraniano e a ofensiva terrestre lançada por Israel em Gaza está no centro das atenções dos investidores. Os principais índices bolsistas europeus estão no vermelho devido aos receios que o conflito já existente entre a Rússia e a Ucrânia venha a acentuar-se.

Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 18 de Julho de 2014 às 10:49
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Durante a tarde desta quinta-feira, 17 de Julho, um avião das linhas aéreas da Malásia, com 295 pessoas a bordo proveniente da Amesterdão e com destino a Kuala Lumpur, caiu em solo ucraniano. Foi na região de Donetsk, onde as tropas do Governo ucraniano combatem os separatistas pró-russos, que este aparelho caiu e a hipótese de ter sido abatido por um míssil terra-ar ganha força. Ontem à noite, os serviços secretos norte-americanos sinalizaram que "acreditam fortemente" que o Boeing 777 malaio foi abatido por um míssil terra-ar e estão a examinar os dados a fim de determinar se o míssil foi disparado pelos separatistas pró-russos da Ucrânia, soldados russos do outro lado da fronteira ou forças governamentais ucranianas.

 

Esta manhã, 18 de Julho, a imprensa internacional avança que a caixa negra do aparelho foi encontrada no local onde o avião caiu. Além disso, os separatistas pró-russos já fizeram saber que vão permitir a entrada de forças internacionais para investigar o sucedido. Ontem, o presidente ucraniano esteve em contacto com o primeiro-ministro holandês e disponibilizou-se para receber especialistas holandeses para investigarem o acidente. Entretanto, já está agendado para esta sexta-feira um encontro de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas para debater a situação na Ucrânia.

 

Os investidores estão atentos à evolução dos acontecimentos nesta região e temem que este acidente possa agravar a situação entre a Rússia e a Ucrânia. Uma relação que era já complexa há vários meses.

 

Estes receios estão assim a penalizar a evolução das principais praças europeias. Os principais índices bolsistas europeus estão no vermelho, com a praça grega a liderar as quedas, ao descer mais de 1%. E o Stoxx 600 cai 0,46%.

 

O VIX, o índice que mede a volatilidade, avançou 32% para o valor mais elevado desde Abril do ano passado. Por outro lado, os activos de refúgio estão na mira dos investidores devido aos receios com um possível adensar das tensões geopolíticas. O ouro, por exemplo, está a subir nos mercados internacionais.

 

Além da situação na Ucrânia, os mercados estão de olhos postos também na ofensiva terrestre lançada por Israel na Faixa de Gaza. A imprensa israelita escreve que a operação lançada esta noite foi decidida após os esforços para alcançar um cessar fogo com o Hamas falhou.

 

O Haaretz escreve que, fontes palestinianas relatam que o exército israelita lançou fogo de artilharia pesada por toda a Faixa de Gaza. "Estão a disparar de todas as direcções e tudo, por aqui, treme", contou um residente desta zona ao jornal israelita. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, afirmou que o objectivo desta operação é lidar com a ameaça que os túneis do Hamas representam.  

 

Assim, e de acordo com o The Times of Israel, que cita o porta-voz das forças militares israelitas, um número elevado de "forças terrestres acompanhadas por um grande apoio da força aérea, marinha e serviços de inteligência" estão a eliminar "alvos em Gaza, operando contra os túneis e as actividades terroristas e infra-estruturas".

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