Bolsa Banca e tecnologias sustentam Wall Street depois de dois dias de fortes quedas

Banca e tecnologias sustentam Wall Street depois de dois dias de fortes quedas

As bolsas norte-americanas encerraram em alta, com o sector financeiro a animar, num dia em que os resultados de três grandes bancos trouxeram algum optimismo após várias sessões de sentimento negativo. Também as tecnologias ajudaram.
Banca e tecnologias sustentam Wall Street depois de dois dias de fortes quedas
Reuters
Carla Pedro 12 de outubro de 2018 às 21:02

Após várias sessões de queda, com especial incidência na quarta e quinta-feira, os mercados accionistas do outro lado do Atlântico conseguiram recuperar fôlego esta sexta-feira.

O índice industrial Dow Jones fechou somar 1,32% para 25.382,58 pontos, depois de ter mergulhado mais de 1.300 pontos nas duas sessões anteriores – tendo, por isso, registado a terceira semana consecutiva de perdas.

 

Por sua vez, o Standard & Poor’s 500 avançou 1,41% para 2.766,92 pontos, após seis sessões consecutivas no vermelho – a mais longa série de descidas desde Novembro de 2016, quando Donald Trump foi eleito presidente dos EUA.

 

Já o tecnológico Nasdaq Composite valorizou 2,29% para 7.496,89 pontos, depois de ter perdido mais de 6% na quarta e na quinta-feira.

 

O sector financeiro esteve a ajudar ao sentimento positivo de hoje, uma vez que os bancos norte-americanos mostram que estão a usufruir dos benefícios do crescimento da economia dos EUA. Isto porque hoje três dos maiores bancos do país reportaram aumentos de dois dígitos nos seus lucros.

 

Na abertura da jornada, o JPMorgan Chase subiu mais de 1% e ajudou ao optimismo dos investidores neste dia de arranque da divulgação de resultados trimestrais da banca norte-americana, mas acabou por ceder terreno no fecho.

 

O banco reportou um aumento de perto de 25% nos lucros do terceiro trimestre, à conta da subida das taxas de juro e do aumento da concessão de crédito – o que compensou a debilidade das receitas provenientes da negociação de obrigações. Mas foi esta debilidade das receitas que depois pesou na negociação em bolsa, com o JPMorgan a ceder 0,98%.

No entanto, a categoria da banca registou uma subida agregada com a ajuda da boa performance de outros pesos-pesados.

 

Já o Citigroup avançou 2,14% depois de também anunciar que os seus lucros ficaram acima das expectativas, ao subirem 12%, sobretudo devido aos bons resultados no mercado da dívida e na banca comercial no México.

 

Por sua vez, o Wells Fargo somou 1,34%. Apesar de as suas contas trimestrais terem ficado aquém das estimativas dos analistas, o aumento de 32% dos lucros animou os investidores. O banco citou a maior procura de crédito pessoal, de empréstimos para a compra de automóveis e para pequenas empresas, bem como o corte de custos, como os principais factores de impulso do resultado líquido.

 

Os investidores aguardavam com expectativa o arranque dos resultados da banca para terem um quadro mais claro sobre o impacto – nos seus lucros – que está a ter a guerra comercial entre os EUA e a China.

Também o sector tecnológico, que esta semana pressionou fortemente Wall Street, esteve hoje em alta e a contribuir para o bom desempenho bolsista nos EUA, com cotadas como a Apple e a Microsoft a dispararem mais de 4%.




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