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Banca alemã volta a arrastar bolsas europeias

O Deutsche Bank já voltou às quedas, renovando o mínimo histórico, no dia em que o Commerzbank está a deslizar mais de 3% depois de anunciar a suspensão de dividendos.

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Bloomberg
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 27 de Setembro de 2016 às 11:02
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As bolsas europeias ainda iniciaram a sessão em alta, com o resultado do primeiro debate entre Donald Trump e Hillary Clinton a apontar para a vitória da democrata e com os investidores a aliviarem a pressão sobre o Deutsche Bank, que ontem afundou mais de 7%.

 

Mas este cenário já ficou para trás. As bolsas europeias já seguem abaixo da linha de água, pressionadas sobretudo pela banca, com destaque para a alemã.

 

O Commerzbank está a perder 2,99% para 5,865 euros, depois de ter sido noticiado pelo jornal alemão Handelsblatt que o banco alemão está a preparar a suspensão do pagamento de dividendos aos seus accionistas, além de estar a preparar a eliminação de 9.000 postos de trabalho.

 

Esta notícia está a aumentar os receios dos investidores em relação à banca, em especial à alemã, depois de ontem o Deutsche Bank ter sido fustigado em bolsa devido a estas preocupações. As acções do Deutsche Bank estão a ceder 2,51% para 10,285 euros, tendo tocado nos 10,235 euros já esta manhã, o que corresponde a um novo mínimo histórico, depois de ontem terem deslizado mais de 7,50%. A queda das acções deste banco surgiu devido aos receios em torno da capacidade de financiamento e da solidez do maior banco da Europa. Isto numa altura em que a instituição está a debater-se nos EUA para tentar diminuir a coima superior a 12 mil milhões de euros que as autoridades americanas lhe aplicaram para encerrar um processo ligado aos créditos imobiliários de baixa qualidade ('subprime'), que provocaram a crise de 2008.

 

As bolsas europeias, que ainda iniciaram a sessão em alta, seguem assim em queda, com o Stoxx600, que agrega as 600 maiores cotadas europeias, a descer 0,56% para 338,10 pontos, com os índices a registarem quedas entre os 1,1%, de Itália, e 0,36%, do Reino Unido. O sector da banca é dos que mais penaliza, com o índice Dow Jones para a banca a perder 1,27%, com apenas três dos 44 membros do índice a conseguirem escapar às quedas.

 

Mas não são apenas os bancos que estão a pesar na negociação. A Volkswagen também está a descer 3,79% para 111,50 euros, depois de ter sido noticiado que o Departamento de Justiça dos EUA está a avaliar a dimensão da coima que poderá aplicar à fabricante automóvel devido ao escândalo da manipulação de poluentes.

 

A pesar na negociação está também a reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), que decorre esta quarta-feira, 28 de Setembro, e onde se deverá decidir se haverá alguma limitação de produção ou não. Depois de ontem ter subido, hoje o petróleo regressou às quedas, com o barril do Brent a ceder 1,71% para 46,53 dólares.

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