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Banca e EDP levam PSI-20 a acompanhar perdas europeias

A bolsa nacional seguia a recuar, pela primeira vez nas últimas seis sessões, pressionada essencialmente pelos títulos da banca e da Energias de Portugal. O PSI-20 descia 0,23% e acompanha a tendência das congéneres europeias.

Paulo Moutinho 31 de Julho de 2006 às 11:44
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A bolsa nacional seguia a recuar, pela primeira vez nas últimas seis sessões, pressionada essencialmente pelos títulos da banca e da Energias de Portugal. O PSI-20 descia 0,23% e acompanha a tendência das congéneres europeias.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] descia para os 9.645,53 pontos, com treze das vinte cotadas que compõem o PSI-20 a desvalorizar, seis a subir e apenas um título, a ParaRede [para] inalterada.

Nas restantes praças europeias a tendência era igualmente negativa. Os receios de que as previsões de lucros se estão a deteriorar levavam os principais índices a europeus a recuar.

Na Euronext Lisbon, o Banco Comercial Português [bcp] e o Banco Espírito Santo [besnn] lideravam as descidas, ao recuarem 0,44% e 0,69% para os 2,24 euros e 11,50 euros, respectivamente.

O Banco BPI [bpin], o alvo da OPA do BCP, contrariava a tendência tanto do sector da banca como no índice ao apreciar 0,69% para os 5,80 euros, dez cêntimos acima da contrapartida de 5,70 oferecida pelo banco liderado por Paulo Teixeira Pinto.

Também a recuar estava a Energias de Portugal [edp]. A eléctrica, que na passada sexta-feira terminou a sessão a ganhar 1,64%, seguia hoje a perder 0,32% para os 3,09 euros, com pouco mais de 1,5 milhões de títulos negociados.

A Portugal Telecom [ptc] cedia 0,21% para os 9,70 euros, no dia em que o «Jornal de Negócios» noticia que o empresário Patrick Monteiro de Barros vendeu a sua posição na operadora de telecomunicações.

Na edição de hoje, o «Diário Económico» revela que Nuno Vasconcellos, presidente da Stategy Investments, que na passada sexta-feira aumentou a sua posição para 2,002% do capital da Portugal Telecom, quer reunir um núcleo de accionistas nacionais anti-OPA.

Vasconcellos discorda do projecto da Sonaecom para a operadora de telecomunicações, pelo menos no que respeita ao preço oferecido na OPA, à fusão entre a TMN e a Optimus e ao desinvestimento no Brasil.

Como tal, garante, que só venderá a sua posição na OPA «obrigado». Ou seja, se a oferta for bem sucedida e, por força disso, a Sonaecom avançar com uma OPA potestativa para tirar a PT de bolsa, o que só é possível efectuar com 90% do capital.

A empresa que lançou a OPA sobre a PT e a PTM, a Sonaecom [snc] recuava 0,44% para os 4,55 euros, tal como a «casa-mãe», a Sonae SGPS [son] que perdia 0,81% para os 1,23 euros.

No Grupo Sonae, a Sonae Indústria [soni] contrariava a tendência ao avançar 0,48% para os 6,22 euros, depois de no final da semana passada ter lançado uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre o restante capital da Tafisa que ainda não detém, no valor de 60,9 milhões de euros.

Esta operação foi considerada de «positiva» pelos analistas do BPI, essencialmente por três razões: a simplificação da estrutura organizacional da Sonae Indústria; acesso a todo ‘cash flow’ gerado do seu negócio; e pelo facto do valor do negócio ser razoável.

Na sessão de hoje, de destacar ainda a Altri [altri]. A empresa de pasta e papel que na semana passada acumulou um ganho de mais de 18%, está hoje a desvalorizar 1,88% para os 2,61 euros.

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