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Banca e energia aguentam PSI-20 em terreno positivo

A bolsa nacional fechou em alta ligeira, uma tendência acompanhada pelas restantes praças europeias. A impulsionar o índice nacional esteve o BCP e a EDP Renováveis. A Teixeira Duarte despede-se do PSI-20 a cair mais de 25%.

Miguel Baltazar/Negócios
Inês F. Alves inesalves@negocios.pt 18 de Março de 2016 às 16:54
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A bolsa de Lisboa terminou a sessão desta sexta-feira a somar 0,24% para 5.172,80 pontos, com 10 cotadas em queda e sete em alta. O PSI-20 regista, assim, a terceira sessão consecutiva de ganhos.

O sentimento positivo é acompanhado pelas praças do Velho Continente, numa altura em que o Stoxx 600 soma 0,33% para 341,81 pontos, o espanhol Ibex avança 0,76% para 9.047,40 pontos, e o germânico Dax ganha 0,57% para 9.948,71 pontos. A contrariar a tendência está o londrino FTSE, que perde 0,04% para 6,198,48 pontos e o principal índice grego, que recua 3,22%.

A animar os mercados europeus está sobretudo um aumento da confiança dos investidores de que as iniciativas dos bancos centrais para sustentar o crescimento global vão dar frutos. "Os bancos centrais vão continuar acomodatícios. Melhores perspectivas económicas em diferentes partes do mundo assinalam que isso pode vir a acontecer na Europa", explicou Williams Hobbs, analista do Barclays, citado pela Bloomberg.

As últimas duas semanas foram marcadas pelas decisões dos bancos centrais. O Banco Central Europeu a cortou todas as taxas de juro de referência e expandiu o programa de compra de activos; a Reserva Federal norte-americana a Fed manteve as taxas de juro inalteradas e a alertou para os riscos da economia global; o Banco de Inglaterra optou por manter os juros inalterados e alertou para a incerteza em torno de uma eventual saída do país da União Europeia; a Suíça a manteve os juros negativos e a renovou o compromisso de proteger o franco; a Noruega a cortou os juros e admitiu a possibilidade de os baixar para níveis negativos; e o Banco da Rússia optou por manter os juros inalterados face aos receios de um agravamento da inflação.

Por cá, a bolsa nacional avança, num dia em que os indicadores coincidentes do Banco de Portugal continuam a dar sinais de arrefecimento da actividade económica, ou seja, os indicadores mantém uma trajectória descendente.

A impulsionar a bolsa nacional estiveram o BCP e a EDP Renováveis.

O banco disparou 5,91% para 4,48 cêntimos por acção, enquanto o BPI caiu 0,54% para 1.288 euros, num dia em que o Santander cortou a recomendação para as acções do BPI de "comprar" para "manter" e manteve o preço-alvo de 1,20 euros.

A destacar na sessão de hoje está o recuo da Teixeira Duarte, que caiu 25,17% para 22 cêntimos no dia em que se despede do PSI-20, tal como a Impresa, que perdeu 6,75% para 35,9 cêntimos. A revisão anual do índice ditou a expulsão das duas cotadas da principal "montra" da bolsa de Lisboa. Em compensação entram a Corticeira Amorim, Sonae Capital e também o fundo do Montepio.

Entre as energéticas, a EDP Renováveis avançou 1,77% para 6,60 euros, enquanto a EDP recuou 0,19% para 3,089 euros. A REN somou 0,50% para 2,81 euros, num dia em que a empresa liderada por Rodrigo Costa anunciou um lucro de 116 milhões de euros em 2015, mais 3% que no ano anterior. Os resultados da cotada estiveram em linha com as espectativas dos analistas. Já a Galp caiu 1,21% para 11,41 euros, numa altura em que o petróleo de Londres, referência para as importações europeias, negociava nos 41,50 dólares por barril.


No sector da construção, a Mota-Engil disparou 8,82% para 1,937 euros após anunciar que registou um volume de negócios superior a 2,4 mil milhões de euros em 2015, o que significa um aumento de 2% face a 2014. Estes resultados operacionais não surpreenderam os investidores.

Destaque para os CTT, que inauguraram esta sexta-feira o Banco CTT. A cotada fechou a somar 1,12% para 8,599 euros.

A Nos avançou 0,64% para 6,123 euros, num dia em que os accionistas acordaram renovar o mandato de Miguel Almeida como presidente executivo por mais três anos.

(Notícia em actualização)

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