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Banca e Galp Energia levam PSI-20 a subir mais de 1%

Títulos do sector financeiro sobem quase 3% num dia em o mercado reage em alta às decisões da Fed. BCP negoceia em máximos de mais de dois anos.

Rita Faria afaria@negocios.pt 19 de Dezembro de 2013 às 09:38
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A bolsa nacional, que iniciou a sessão em terreno positivo, está a prolongar os ganhos da abertura. O PSI-20 avança 1,04% para os 6.466,62 pontos, com 16 cotadas em alta e apenas quatro com sinal vermelho.

 

A praça portuguesa segue a tendência das pares europeias, que registam valorizações superiores a 1%, num dia em que os investidores estão a reagir às decisões da Reserva Federal norte-americana. O índice de referência para a Europa, o STOXX600 sobe 1,47%.

 

Por cá, a impulsionar o PSI-20 estão sobretudo os títulos do sector financeiro e do sector energético. Na banca, destaque para o BCP, que está em máximos de Setembro de 2011, com uma valorização de 2,85% para 0,1553 euros. O BES aprecia 2,96% para 1,008 euros, o BPI sobe 1,38% para 1,176 euros e o Banif valoriza 2,15% para 0,0095 euros. Estes títulos beneficiam também do acordo alcançado ontem, quarta-feira, entre os ministros das Finanças europeus sobre a união bancária.

 

No sector da energia, a EDP ganha 0,69% para os 2,64 euros, a EDP Renováveis avança 0,93% para os 3,795 euros e a Galp Energia ganha 1,15% para 11,91 euros. Já a REN aprecia 0,72% para 2,24 euros.

 

No retalho, a Jerónimo Martins ganha 0,89% para 14,185 euros e a Sonae avança 0,39% para 1,041 euros. Nas telecomunicações a tendência é mista. A Portugal Telecom valoriza 0,19% para 3,216 euros, enquanto a Sonaecom cai 0,04% para 2,579 euros e a ZON Optimus recua 0,28% para 5,38 euros.

 

A Reserva Federal norte-americana anunciou ontem, quarta-feira, uma redução dos estímulos à economia mas prometeu que vai manter as taxas de juro em níveis historicamente baixos até "bem depois" de a taxa de desemprego descer para os 6,5%.

 

A mudança na orientação futura da Reserva Federal norte-americana, que antes prometia juros baixos "pelo menos até" que o desemprego chegasse a esse valor, ajudou a convencer os investidores que esta decisão não significa que a política da autoridade monetária está a apertar.

O banco central anunciou a diminuição em 10 mil milhões de dólares o ritmo mensal a que adquire títulos do Tesouro e activos hipotecários no mercado, no âmbito do programa de expansão monetária lançado no final de 2012. A Fed passará a adquirir 40 mil milhões de dólares por mês em títulos do Tesouro, menos cinco mil milhões do que agora. Em activos hipotecários, vai comprar 35 mil milhões, contra os actuais 40 mil milhões.

 

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