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Banca em forte alta insuficiente para impedir queda da bolsa (act)

A bolsa nacional resistiu durante grande parte da sessão ao sentimento negativo europeu, mas acabou por sucumbir pressionada pelas quedas superiores a 1% da PT e da Galp. O PSI-20 perdeu 0,24% com os fortes ganhos da banca a travarem maiores perdas numa sessão em que os congéneres do velho continente deslizaram mais de 1%.

Ana Filipa Rego arego@negocios.pt 24 de Setembro de 2009 às 17:08
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A bolsa nacional resistiu durante grande parte da sessão ao sentimento negativo europeu, mas acabou por sucumbir pressionada pelas quedas superiores a 1% da PT e da Galp. O PSI-20 perdeu 0,24% com os fortes ganhos da banca a travarem maiores perdas numa sessão em que os congéneres do velho continente deslizaram mais de 1%.

O principal índice da bolsa nacional (PSI-20) fechou nos 8.390,68 pontos com 15 acções em queda e cinco a subir. Na Europa, os índices continuam em terreno negativo, com as bolsas a serem novamente penalizadas pela queda dos preços das matérias-primas e por dados económicos negativos dos dois lados do Atlântico.

Por cá, Lisboa também acordou nebulosa mas a animação da banca modificou o cenário durante algumas horas. No entanto, no final, pesaram mais as quedas da PT e da Galp e o sentimento negativo europeu.

A maior operadora de telecomunicações nacional (Portugal Telecom) deslizou 1,14% para os 7,187 euros. O restante sector acompanhou com Zon e Sonaecom a caírem 0,78% para os 4,58 euros e 0,44% para os 2,015 euros, respectivamente.

No sector energético, a Galp Energia depreciou 1,20% para os 11,50 euros enquanto a EDP Renováveis deslizou 0,40% para os 7,45 euros, respectivamente em dia de fortes quedas do petróleo. A EDP caiu 0,71% para os 3,07 euros.

A Jerónimo Martins também contribuiu para a tendência com uma desvalorização 2,49% para os 5,88 euros.

Já a banca respondeu em alta e com máximos a um dia de quedas generalizadas. O BCP subiu 2,19% para os 1,028 euros e atingiu máximos de Outubro de 2008, enquanto o BPI somou 0,47% para os 2,351 euros e também tocou em níveis nunca mais vistos desde Agosto de 2008.

O banco presidido por Carlos Santos Ferreira colocou, ontem, uma emissão de obrigações hipotecárias de mil milhões de euros, que lhe permitiu mais do que assegurar as necessidades de refinanciamento para 2009. O sucesso da colocação, e o preço, são destacados pelo Caixa BI e o Espírito Santo Research.

Já o BES ganhou 1,69% para os 4,82 euros no dia em que o UBS reviu em alta a avaliação atribuída ao Espírito Santo Financial Group (ESFG), em mais de 16%. Um aumento no “target” justificado pela recente actualização do preço-alvo do BES, banco que o UBS continua a classificar de “preferido”, entre os 20 maiores das pequenas e médias capitalizações da Península Ibérica.

Altri continua escalada e Teixeira Duarte acompanha BCP

De sublinhar ainda, e uma vez mais, a Altri pela positiva, que manteve assim os ganhos das últimas sessões, com as perspectivas de subida dos preços da pasta. A empresa presidida por Paulo Fernandes, que ontem disparou mais de 6,5% para máximos de Maio de 2008, somou hoje 0,54% para os 4,092 euros.

No sector da construção, a Teixeira Duarte, que detém uma participação de 7% do capital do BCP, valorizou 3,14% para os 1,118 euros enquanto a Mota-Engil caiu 1,58% para os 3,73 euros.




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