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Banca mundial elimina 121 mil postos de trabalho desde o início da crise

Mais de um ano de crise financeira provocou a destruição de 120.910 postos de trabalho no sector financeiro mundial, que recorreu aos despedimentos como meio para baixar os custos. Citigroup e Lehman Brothers foram responsáveis pelo maior número de despedimentos.

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 12:16
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Mais de um ano de crise financeira provocou a destruição de 120.910 postos de trabalho no sector financeiro mundial, que recorreu aos despedimentos como meio para baixar os custos. Citigroup e Lehman Brothers foram responsáveis pelo maior número de despedimentos.

A liderar a lista dos despedimentos desde o eclodir da crise do “subprime”, no Verão de 2007, encontra-se o Citigroup que eliminou mais de 14.000 empregos, segundo dados da agência Bloomberg. Embora elevado, este número representa apenas 3,8% dos recursos humanos da instituição, que emprega 350.000 pessoas em todo o mundo.

O último banco norte-americano a falir, o Lehman Brothers, é responsável pelo segundo maior número de despedimentos. Cerca de 13.390 postos de trabalho foram erradicados, valor que representa uma significativa soma de 46,8% da força de trabalho deste banco de investimento.

Ainda assim, a maior percentagem de despedimentos face à totalidade de empregados fica a cargo da primeira instituição a declarar falência este ano. O Bear Stearns eliminou 64,7% dos postos de trabalho, o que corresponde à perda de emprego para 9.159 pessoas.

Mas não são só as “vítimas” da crise a contribuir para as estatísticas. Alguns resistentes, como o Bank of America e o JPMorgan, também integram o “top” dos despedimentos. O primeiro, que comprou o Merrill Lynch, tem o terceiro maior número, com 11.150 despedimentos. Apesar de ser apenas 5,3% do total. Já o JPMorgan, que adquiriu o Bear Stearns, corotu com 4.100 postos de trabalho.

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