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Banca nacional pede menos nove mil milhões de euros ao BCE

Os pedidos de financiamento da banca nacional junto do Banco Central Europeu (BCE) diminuíram para 39,7 mil milhões de euros, em Setembro, uma queda de 19%. Ou seja, menos nove mil milhões.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 11 de Outubro de 2010 às 11:36
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(Correcção: 39,7 mil milhões representa o valor total dos empréstimos do BCE, e não apenas no mês de Setembro)

Em Setembro, a banca nacional tinha uma dívida de 39,7 mil milhões de euros junto do BCE, o que corresponde ao volume mais baixo desde Maio, de acordo com os dados preliminares publicados pelo Banco de Portugal.

Nos três meses anteriores, os empréstimos da banca junto do BCE superaram sempre os 40 mil milhões. A queda mensal é de 9,7 mil milhões de euros, ou seja, 19,15%.

Ainda assim, o valor do financiamento da banca nacional junto do BCE continua a ser quatro vezes superior à registada há um ano. Em Setembro de 2009, os empréstimos junto do BCE situaram-se em 9,3 mil milhões de euros.

Do outro lado, estão os bancos irlandeses, que aumentaram em 25% os pedidos de financiamento ao banco central. Em Setembro, o financiamento das instituições irlandesas junto do BCE subiu para 119,1 mil milhões de euros, face aos 95,1 mil milhões no final de Agosto, segundo as estatísticas divulgadas no site do banco central irlandês.

A evolução do financiamento da banca portuguesa frente ao BCE pode indicar uma estabilização, e mesmo começo de normalização do mercado. E as taxas Euribor são prova dessa normalização.

Estas taxas costumam acompanhar a evolução da taxa directora, que se encontra em 1%, mas são taxas interbancárias, ou seja, são os juros cobrados pelos bancos entre si para se financiarem. E têm estado a subir. Isto porque com uma normalização do mercado, ou seja, uma menor dependência dos bancos face ao BCE, as taxas Euribor tendem a subir, isto porque se prevê que a autoridade monetária comece a elevar o preço do dinheiro na segunda metade de 2011.

Com a menor exposição ao BCE, os bancos começam a emprestar dinheiro uns aos outros, ou seja, o mercado começa a abrir, e a tendência será para que as taxas Euribor, pelo menos, se aproximem dos 1%. A taxa a três meses continua abaixo dessa fasquia.

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