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Banco BPI merece melhor «rating»

«O BPI merece melhores notações das agências de ‘rating’», afirmou Fernando Ulrich no seu primeiro discurso aos accionistas do BPI, na qualidade de presidente da comissão executiva do conselho de administração do banco.

Luísa Bessa lbessa@mediafin.pt 21 de Abril de 2004 às 18:09
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«O BPI merece melhores notações das agências de ‘rating’», afirmou Fernando Ulrich no seu primeiro discurso aos accionistas do BPI, na qualidade de presidente da comissão executiva do conselho de administração do banco.

Ulrich alicerça a sua consideração no desempenho do BPI nos «três anos tão difíceis» que corresponderam aos exercícios de 2001 a 2003, nos quais o banco conseguiu «ganhar quota de mercado nas principais áreas de negócio e alcançar o melhor resultado de sempre em 2003, ao atingir os 164 milhões de euros».

Considerando «compreensível que as agências de ‘rating’ sejam prudentes e conservadoras nas suas decisões», Ulrich afirma que «compete à Comissão Executiva demonstrar-lhes que o BPI já justifica melhores notações».

«Não temos pressa, mas estamos cientes de que uma melhoria do ‘rating’ poderá conduzir a melhores custos de financiamento e a reforçar a imagem do banco nos mercados internacionais», adiantou o presidente executivo do BPI, que sublinha, no entanto, que o BPI [bpin] foi «o único dos grandes bancos portugueses que não utilizou até hoje a titularização de activos para se financiar».

A agência de notação financeira Fitch elaborou um estudo, publicado a 13 de Abril, sobre os maiores bancos portugueses, onde manteve uma perspectiva estável para o sector este ano e elogiou a capacidade destes em enfrentar as condições económicas adversas e a melhoria dos rácios de capital. Apesar do estudo não ter sido direccionado a nenhum banco em particular, o mesmo afirmava que apenas o BCP tinha um «outlook» negativo.

Uma semana antes, a Standard & Poor’s publicou uma análise à banca portuguesa, onde manteve uma perspectiva estável para o sector, pois conseguiu superar as condições económicas adversas, mantendo uma rentabilidade adequada e qualidade de activos.

Sobre a sua estratégia à frente da comissão executiva, os objectivos de médio prazo, diz Ulrich, passam por «ganhar quota de mercado por crescimento orgânico e aumentar o ROE gradualmente de 14% para 17%».

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