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Banco de Inglaterra admite aumentar taxa de juro na Primavera

A melhoria da economia no Reino Unido deverá permitir uma subida da taxa de juro do mínimo histórico de 0,5%, na óptica do governador do Banco de Inglaterra, Mark Carney.

Bloomberg
Diogo Ferreira Nunes diogonunes@negocios.pt 09 de Setembro de 2014 às 13:11
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O Banco de Inglaterra (BOE, na sigla em inglês) está a preparar a subida da taxa de juro, segundo o seu governador, Mark Carney (na foto). O anúncio foi feito no âmbito da conferência anual de sindicatos, em Liverpoool, adianta a Bloomberg. Apesar de não ter sido taxativo quanto ao momento, Mark Carney admitiu que tal poderá acontecer na Primavera de 2015. 

 

"As nossas últimas estimativas indicam que se as taxas de juro acompanharem as expectativas dos mercados – isto é, começarem a subir na Primavera e, após esse momento, subir muito gradualmente – então a taxa de inflação poderá subir para 2% e 1,2 milhões de empregos poderão ser criados. Por outras palavras, cumpriremos o nosso mandato", adiantou Mark Carney, esta terça-feira, 9 de Setembro.

 

O governador do BOE referiu que a recuperação económica no país "está a superar todas as expectativas" e o momento para normalizar as taxas de juro "está a aproximar-se e podemos esperar que estas comecem a subir", adiantou, citado pela mesma fonte. Na semana passada, o Banco de Inglaterra manteve a taxa de juro em 0,5%.

 

Mark Carney salientou ainda que o ambiente económico "não deverá manter-se favorável se não houver um aumento prudente das taxas de juro, que, posteriormente, deverão acompanhar uma maior expansão económica". Em Julho, a taxa de inflação foi de 1,6%, abaixo do objectivo a médio prazo do BOE, que é de 2%.  

 

A hipótese de subida da taxa de juro, situada em 0,5% desde 2008, tem sido cada vez mais antecipada pelos mercados. Inclusive, a decisão de manter a taxa de juro não reuniu o consenso dos nove membros do Comité de Política Monetária, de acordo com as minutas publicadas a 20 de Agosto e relativas ao encontro do início do mesmo mês.

 

O BOE mantém ainda o programa de estímulos à economia, avaliado em 375 mil milhões de libras (cerca de 468,5 mil milhões de euros). 

 

No segundo trimestre, o crescimento da economia britânica foi de 3,2%, face ao período homólogo, o mais pronunciado desde o último trimestre de 2007. 

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