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Banif renova mínimos históricos com acções a 4,4 cêntimos

Desde terça-feira, e pela quinta sessão consecutiva, os títulos do Banif estão a recuar, continuando a renovar mínimos históricos.

Jorge Garcia jorgegarcia@negocios.pt 15 de Julho de 2013 às 11:29
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As acções do banco liderado por Jorge Tomé iniciaram a sessão desta segunda-feira a perder 2% e a negociar nos 4,9 cêntimos. Três horas depois, as acções acentuaram a tendência negativa e seguem agora a desvalorizar 12% para os 4,4 cêntimos, depois de na semana passada terem caído cerca de 42%.

 

Depois de ter conseguido 100 milhões de euros junto dos investidores de referência (Açoreana Seguros e pela Auto-Industrial SGPS), o banco iniciou a venda de 10 mil milhões de acções nos seus balcões. O objectivo é encaixar outros 100 milhões de euros, já que cada acção será vendida a 1 cêntimo. Caso a operação seja bem sucedida, o banco precisará ainda de angariar 250 milhões de euros de capital para cumprir o plano acordado com o Estado, que injectou 1.100 milhões de euros na instituição.

 

O prazo de subscrição das acções estende-se desde segunda-feira, 8 de Julho, até 19 de Julho. A 22 de Julho são conhecidos os resultados. Depois, a 26 do mesmo mês, inicia-se o período de subscrição de obrigações, que se prolonga até 29 de Julho. Nesse dia deverão ser conhecidos os resultados.

 

Face a estas movimentações, a Associação de Investidores e Analistas Técnicos aconselha os investidores a informarem-se bem antes de irem ao aumento de capital do Banif e considera que a remuneração das obrigações não é proporcional ao risco do banco.

 

"Relativamente às obrigações, os investidores têm de ponderar se a taxa oferecida é ajustada ao risco da instituição", disse o presidente da ATM - Associação de Investidores e Analistas Técnicos do Mercado, Octávio Viana, para quem a taxa de juro oferecida nas obrigações (7,5% anual) "não acompanha, em termos comparativos a outros investimentos obrigacionistas em empresas cotadas e com um 'rating' melhor".

 

As acções do Banif têm estado a reagir ao efeito de diluição provocado pelo alargamento do número de acções, no seguimento do aumento de capital. Em apenas quatro dias, os títulos tombaram 42%, para 5 cêntimos. Um operador contactado pelo Negócios justifica o desempenho com o facto das acções estarem a ajustar ao preço pós-aumento de capital e com a conjuntura no país.

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