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Bankinter recomenda reforço em ações e melhora PIB de Portugal

Os "riscos estão em queda" e o "triângulo formado pelo ciclo económico - resultados empresariais - geopolítica oferece um equilíbrio instável, mas não preocupante", refere o Bankinter.

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Reuters
Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 30 de Dezembro de 2019 às 16:40
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O Bankinter traça um cenário otimista para a economia global em 2020, dando como bastante provável o fim do período de desaceleração, com a Europa a consolidar a retoma e os Estados Unidos a recuperarem algum fulgor.

 

No "research" com as perspetivas para o primeiro trimestre, publicado esta segunda-feira, 30 de dezembro, os economistas do banco espanhol destacam que, a nível global, existem um conjunto de fatores benignos, como "pleno emprego, inflação irrelevante, taxas de juro zero ou extremamente baixas, bancos centrais pro-cíclicos, liquidez extrema e Brexit não destrutivo".

 

O próprio banco questiona se "deveremos deixar-nos invadir por um pessimismo irracional ou continuar a ser racionalmente otimistas" e opta claramente pela segunda opção. "Não aceitamos que um contexto benigno se torne maligno pelo simples facto de que já vem sendo benigno durante um longo período de tempo", escreve o Bankinter.

 

Reforça que os "riscos estão em queda" e que o "triângulo formado pelo ciclo económico - resultados empresariais - geopolítica oferece um equilíbrio instável, mas não preocupante".

 

Tendo em conta este otimismo para 2020, o Bankinter recomenda aos seus clientes o reforço da aposta no mercado acionista. Aumentou em 5% o nível de exposição recomendada a ações para uma carteira de perfil defensivo (que sobe até 15%) e conservador (até 25%). Já as exposições recomendadas para os restantes perfis permanecem inalteradas: 40% Moderado, 55% Dinâmico e 70% Agressivo.

 

O banco espanhol estima valorizações de 15% para o índice norte-americano S&P 500 o um retorno idêntico para o EuroStoxx-50, recomendando apostas em ações do setor tecnológico, elétrico e infraestruturas. "Esta seleção ofereceu bons resultados em 2019 e pensamos que continuará a fazê-lo", argumenta o Bankinter, que prefere ações face a obrigações, devido à "dificuldade" em obter rentabilidades positivas com os títulos de dívida, onde continua a preferir obrigações soberanas dos países periféricos.

 

"O atrativo das bolsas parece mais evidente: representam o ativo para o qual continuará a fluir a elevada liquidez disponível", refere o banco, assinalando que adicionando as rentabilidades esperadas pelos dividendos (1,9% nos EUA e 3,4% na Europa), os retornos reais esperados nos mercados acionistas "ganham claramente relevância", sobretudo "considerando uma inflação irrelevante e um nível de juros zero ou próximo de zero".

 

O cenário central do Bankinter (ao qual atribui uma probabilidade de 70%) perspetiva o fim da desaceleração do ciclo económico global, com a Europa a consolidar a sua retoma e os EUA a recuperem "algum fulgor", sendo por isso "pouco provável uma inversão do ciclo e o início de uma recessão".

 

 

 

 

 

Neste cenário, o Bankinter perspetiva "bolsas sólidas e com tendência altista"; "riscos em baixa"; obrigações com algum risco de deterioração; imobiliário suportado, mas com risco elevado para o investidor e divisas sem oscilações relevantes.

 

PIB de Portugal cresce 1,8% em 2020

 

O otimismo do Bankinter para 2020 também chega à economia portuguesa, embora com alguns alertas. O Banco espanhol melhorou a previsão para o crescimento do PIB de Portugal em 2020, de 1,6% para 1,8%.

 

Contudo, o banco alerta para a "deterioração do padrão deste crescimento, demasiado assente na procura interna e com um risco elevado de agravamento da balança comercial".

 

Acrescenta que  "Portugal enfrenta ainda alguns desafios de índole interna, como é o caso da baixa produtividade e perda de competitividade da economia", uma vez que "o forte crescimento do PIB nos últimos anos não foi gerado por um aumento da produtividade do trabalho, mas sim por um aumento do número de trabalhadores".

""Esta época do crescimento ‘fácil’, por via da criação de emprego, parece estar a chegar ao fim perante a estagnação da taxa de desemprego. É, portanto, fundamental resolver o tema da produtividade, de forma a impulsionar o crescimento potencial do PIB", remata.

 

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