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Barclays acredita que juros do BCE não sobem até Dezembro de 2012

O banco britânico reviu em baixa as estimativas de crescimento para a Zona Euro e prevê que os juros se mantenham no actual nível até ao final do próximo ano. O Barclays considera mesmo que há risco do BCE ter de descer a taxa de juro em 50 pontos base.

Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 19 de Agosto de 2011 às 18:19
O Banco Central Europeu (BCE) não deve subir os juros até Dezembro de 2012 e, nos próximos doze meses, há mesmo o risco de ter de descer o preço do dinheiro novamente para o mínimo histórico de 1%, indica o Barclays.

De acordo com uma nota assinada pelo estratega Julian Callow, citada pela Bloomberg, a autoridade monetária não vai conduzir a taxa de juro de referência para um nível superior a 1,5% até ao final do próximo ano, ao contrário da estimativa anterior.

O Barclays apontava para uma manutenção dos juros apenas até Dezembro de 2011. Mas mesmo a subida no final de 2012 não é certa. Pode vir a ser adiada ainda mais, comenta o analista.

Ao mesmo tempo, há a possibilidade de que a instituição liderada por Jean-Claude Trichet (na foto) venha a descer os juros nos próximos doze meses. Uma quebra que pode chegar a 50 pontos base. Ou seja, a taxa pode voltar a 1%, o mínimo histórico onde permaneceu durante quase dois anos.

Um número que abandonou quando o BCE decidiu subir a taxa em Abril, para 1,25%, e em Julho, para 1,5%.

Durante muito tempo, os economistas esperavam uma subida para 1,75% em Outubro, mas a expectativa é agora para uma travagem das subidas da taxa directora. Uma interrupção que tem pressionado as Euribor, depois das fortes subidas que marcaram o início do ano.

A ditar a acção do Barclays está a situação económica global, que levou também à revisão em baixa do crescimento do PIB da Zona Euro. A entidade financeira reduziu a previsão de expansão de 1,9% para 1,8%, para 2011, e de 1,6% para 1,1%, para o próximo ano.

O facto de a economia mundial estar mais frágil, de as exportações europeias estarem em queda, e de a procura nos EUA e no Reino Unido ter igualmente sido revista em baixa pressionam as expectativas do banco britânico. Além disso, a consolidação orçamental agressiva levada a cabo pelos países da região pressiona igualmente as previsões de crescimento.
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