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Barclays prevê um euro mais fraco, com ou sem a Grécia

Os analistas do departamento cambial do Barclays prevêem que a moeda única da Zona Euro se deprecie, independentemente do resultado das eleições na Grécia.

Carla Pedro cpedro@negocios.pt 31 de Maio de 2012 às 13:46
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O efeito que uma saída da Grécia [da Zona Euro] terá sobre as moedas a nível mundial será semelhante ao que tem estado a verificar-se desde as eleições da República Helénica, no passado dia 6 de Maio, segundo o departamento de análise cambial do Barclays. Com um único senão: “será muito mais severo”.

Nesse cenário, prossegue o “research”, “o euro registará uma depreciação face ao dólar, ao iene e à libra esterlina em particular”. “Mesmo que a Grécia se mantenha na união monetária, a debilidade económica deverá levar a uma queda adicional do euro”, sublinham os analistas do banco britânico.

Uma saída da Grécia, em contrapartida, corresponderá a um grande evento de risco, “pelo menos no curto prazo”. O Barclays sublinha que não tem havido termo de comparação com estas complicadas questões de ordem económica, financeira, política e jurídica, mas que, olhando para os acontecimentos passados, o período em torno da falência do Lehman Brothers (Setembro de 2008) é provavelmente o mais natural para ser usado como referência.

“Com efeito, o desempenho cambial relativo desde as eleições gregas tem muitas semelhanças com a performance do período que decorreu entre a falência do Lehman e os mínimos dos mercados bolsistas atingidos em Março de 2009”, sublinha a análise.

O euro está hoje a recuperar algum terreno face à nota verde, corrigindo assim das recentes quedas que o colocaram abaixo da fasquia dos 1,24 dólares. A moeda única segue a ganhar 0,30% face à divisa norte-americana, nos 1,2404 dólares, depois de já ter estado a valer 1,2358 dólares – o valor mais baixo desde Junho de 2010.
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