Bolsa BCE e bons dados económicos animam bolsas dos Estados Unidos

BCE e bons dados económicos animam bolsas dos Estados Unidos

Depois de a Fed ter ontem procedido à segunda subida dos juros directores este ano, as principais bolsas norte-americanas gostaram hoje do anúncio do Banco Central Europeu (BCE) de que as taxas de juro se mantêm nos actuais níveis mínimos até ao Verão de 2019.
BCE e bons dados económicos animam bolsas dos Estados Unidos
Reuters
Carla Pedro 14 de junho de 2018 às 21:11

Os investidores norte-americanos gostaram dos bons dados económicos do país e da decisão do BCE de não subir em breve os juros directores. A tendência foi, contudo, morna e mista: o Dow Jones cedeu ligeiramente e o S&P 500 registou um ganho tímido. Já o Nasdaq subiu de forma mais robusta, num dia em que as tecnologias brilharam.

 

O Dow Jones fechou a ceder 0,12% para 25.170,59 pontos e o Standard & Poor’s 500 avançou 0,25% para 2.782,49 pontos.

 

Por seu lado, o índice tecnológico Nasdaq Composite valorizou 0,85%, a valer 7.761,04 pontos.

 

As bolsas do outro lado do Atlântico gostaram do anúncio feito hoje pelo Banco Central Europeu (BCE) de que as taxas de juro se mantêm nos actuais níveis mínimos até ao Verão de 2019.

 

Apesar de o BCE apontar para o fim do programa de compra de estímulos em finais deste ano, a perspectiva de que qualquer subida de juros está ainda longe acabou por animar os investidores.

 

Isto depois de a Reserva Federal norte-americana ter ontem subido os juros pela segunda vez este ano e ter indicado que deverá proceder a mais dois aumentos em 2018.

 

O sector tecnológico esteve entre os melhores desempenhos, com o Facebook e a Alphabet a liderarem a tendência.

 

Já os títulos da banca travaram maiores ganhos em Wall Street, a corrigirem das subidas recentes.

 

"Os aumentos de juros por parte da banca e a decisão do BCE de pôr fim ao seu programa de compra de obrigações sugerem que os juros vão começar a ficar mais elevados. Mas acaba por ser positivo na medida em que se percepciona que a economia está sólida o suficiente para gerir esse cenário", comentou à Reuters um estratega da Cherry Lane Investments, Rick Meckler.

 

As vendas a retalho nos EUA aumentaram mais do que o esperado em Maio, registando o maior avanço desde Novembro de 2017.

 

Por outro lado, o número de pedidos de subsídio de desemprego no país diminuiu em 4.000 na semana terminada a 9 de Junho, para um total de 219.000 [número próximo de mínimos de 44 anos e meio], quando os economistas esperavam um aumento para 224.000.




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