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BCE anuncia hoje nova descida das taxas de juro

Corte da taxa pode pressionar queda dos juros no mercado. Expectativas apontam para descida da taxa directora para 1%.

Paulo Moutinho 08 de Dezembro de 2011 às 09:22
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Não há grandes dúvidas. O Banco Central Europeu (BCE) vai voltar a descer o preço do dinheiro, na reunião mensal desta quinta-feira. Os economistas acreditam que Mario Draghi irá anunciar num novo corte de 25 pontos base na taxa directora, anulando os dois aumentos de juros realizados por Jean-Claude Trichet.

Depois do corte surpresa realizado em Novembro, o novo presidente do BCE deverá anunciar hoje mais uma descida da taxa. De 1,25%, os juros da Zona Euro devem regressar a 1%, nível a que estiveram entre 2009 e o início de 2011.

Esta é a expectativa dos economistas inquiridos pela Bloomberg. No questionário realizado mensalmente, dos 56 especialistas que responderam, 52 antecipam a descida do preço do dinheiro para 1%. Só três defendem a manutenção da taxa, enquanto um aponta para um corte mais agressivo, de 50 pontos.

A concretizar-se a descida, Mario Draghi anulará os aumentos de juros realizados, este ano, pelo seu antecessor. Jean-Claude Trichet subiu a taxa em 25 pontos base por duas vezes, em Maio e Julho, apesar do contexto macroeconómico ser já desafiante, escudando-se na inflação. Em dois meses, o actual presidente do BCE, pode voltar a colocar o preço do dinheiro em 1%.

"A taxa de inflação deverá cair para valores inferiores a 2% em 2012", afirmou Draghi, na última reunião. O responsável pela política monetária da Zona Euro acrescentou que é "muito provável" uma revisão "significativa" das previsões de crescimento da economia da Zona Euro no próximo ano.

O novo corte de juros pode ser a forma do BCE pressionar a queda das taxas de mercado. As Euribor nem chegaram a incorporar a descida efectuada em Novembro, voltando às subidas, num movimento explicado pela crescente falta de confiança dos bancos entre si.

O receio de imparidades no financiamento concedido a outros bancos, fruto de eventuais perdas com a dívida soberana, tem levado as instituições a preferir parquear a liquidez que têm junto do BCE, apesar da baixa remuneração. Esta semana, os depósitos no banco central atingiram um máximo de 18 meses, nos 332,7 mil milhões de euros.





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