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BCE coloca Euribor em máximos de meados de Dezembro

As taxas Euribor voltaram a valorizar, na sessão de hoje, com o indexante utilizado nos créditos à habitação, a seis meses, a avançar para um novo máximo de meados de Dezembro, com o mercado a reagir às declarações dos responsáveis do Banco Central Europe

Paulo Moutinho 22 de Abril de 2008 às 11:01

As taxas Euribor voltaram a valorizar, na sessão de hoje, com o indexante utilizado nos créditos à habitação, a seis meses, a avançar para um novo máximo de meados de Dezembro, com o mercado a reagir às declarações dos responsáveis do Banco Central Europeu (BCE) que admitem rever a taxa de juro director para travar a escalada da inflação.

A Euribor a seis meses apreciou 1,9 pontos base na leitura de hoje, avançando para os 4,836% e atingindo um novo máximo de 18 de Dezembro, completando assim a oitava sessão de ganhos e a décima sexta consecutiva sem descer. Na maturidade mais curta, a três meses, assistiu-se a um ganho para 4,82%, sendo que o indexante a doze meses progrediu para os 4,853%.

A nova valorização destas taxas interbancárias, que são utilizadas para o cálculo dos juros nos contratos de crédito (à habitação) e que servem também de referência para os depósitos junto da banca, resulta do aumento da especulação no mercado relativamente à possibilidade do BCE voltar a mexer no preço do dinheiro, agravando-o face aos actuais 4%.

Vários membros do conselho de governadores do BCE, incluindo Yves Mersch e Axel Weber, têm afirmado que não vêem margem de manobra para o banco central reduzir o preço do dinheiro. Hoje, Christian Noyer admitiu que a autoridade monetária irá actuar para travar a inflação, o que poderá significar uma subida na taxa de juro, isto caso seja necessário.

A taxa de inflação nos quinze países que partilham a moeda única europeia está no nível mais elevado dos últimos 16 anos. No mês de Março a inflação acelerou 3,6%, fixando-se, assim, bem acima do limite de 2% definido pela autoridade liderada por Jean-Claude Trichet.

Ontem, o Bundesbank emitiu uma recomendação, afirmando que o BCE deve aumentar a taxa de juro de referência da Zona Euro, isto caso se torne claro que a estabilidade dos preços no médio-prazo está em risco. O Fundo Monetário Internacional (FMI), por seu lado, afirmou que a autoridade monetária da Zona Euro deveria descer a taxa de referência nos próximos três a seis meses.

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