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BCE deve sinalizar amanhã descida de juros

O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir amanhã e os economistas do Millennium bcp Investimento acreditam que o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, deverá sinalizar uma descida de juros ainda este ano, apesar de amanhã a taxa de referência permanecer nos 4,25%, uma opinião partilhada pelo Deutsche Bank.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 01 de Outubro de 2008 às 12:54
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O Banco Central Europeu (BCE) vai reunir amanhã e os economistas do Millennium bcp Investimento acreditam que o presidente da autoridade monetária, Jean-Claude Trichet, deverá sinalizar uma descida de juros ainda este ano, apesar de amanhã a taxa de referência permanecer nos 4,25%, uma opinião partilhada pelo Deutsche Bank.

“Na reunião de amanhã esperamos que o BCE mantenha a taxa de juro inalterada. Porém a postura neutral assumida nas últimas duas reuniões deverá ser substituída por uma sinalização de um corte de taxas até ao final do ano”, revela a economista Márcia Duarte Rodrigues do Milllennium numa nota emitida hoje.

A expectativa é de que a taxa de juro de referência para a Zona Euro se mantenha nos 4,25% amanhã e que mais para o final do ano se verifique um corte do preço do dinheiro.

O Deutsche Bank partilha esta opinião, considerando que o BCE deverá reduzir os juros em 25 pontos para os 4% na reunião de Novembro.

A casa de investimento considera que a turbulência a que se está a assistir “aumentou a probabilidade” do BCE mudar de atitude. “Acreditamos que o BCE vai rever a subida de juros feita em Julho deste ano”.

O Deutsche Bank diz mesmo que “considerámos ser um erro” o aumento de juros realizado pela autoridade monetária este ano.

Recorde-se que o BCE optou por subir os juros para os 4,25%, em Julho, justificando a medida com a inflação elevada que poderia ter efeitos secundários nefastos para a economia europeia.

Já na altura, a crise financeira estava a provocar danos nos mercados bolsistas e monetários, factores que fizeram com que o BCE fosse alvo de críticas por parte de políticos e economistas que acreditavam que a subida de juros iria agravar os problemas económicos da região.

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