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BCE reduz compra de obrigações com queda dos juros em Itália e Espanha

O Banco Central Europeu reduziu a compra de dívida soberana na última semana para um montante que corresponde a menos de metade das compras da semana anterior.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 05 de Dezembro de 2011 às 16:22
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O Banco Central Europeu (BCE) comprou 3,67 mil milhões de euros em obrigações na semana que terminou no dia 2 de Dezembro. Este valor corresponde a menos de metade do que as compras que tiveram lugar na semana anterior, em que a autoridade monetária comprara 8,58 mil milhões de euros em obrigações.

O banco central reduziu a compra de obrigações numa semana em que a taxa de juro da dívida de Itália e de Espanha declinou, com os investidores animados pelas decisões de redução da despesa levadas a cabo pelo governo italiano liderado por Mario Monti.

Hoje a taxa de juro implícita na dívida soberana de Itália desceu para 5,1%, depois de ter chegado aos 7,2% na semana passada, relembra a Bloomberg. Já a “yield” implícita na dívida de Espanha recuou de 6,5% há uma semana, para se saldar hoje nos 5,1%.

A compra de obrigações é uma medida que o BCE tem tomado para ajudar a contrariar a subida dos juros da dívida pública das economias mais expostas à incerteza que existe na Europa e combater o agravamento da crise orçamental da Zona Euro.

Amanhã, o Banco Central Europeu vai receber depósitos com maturidade a sete dias para contrariar o efeito inflacionista da compra de obrigações europeias. O banco absorveu dívida no valor de 207 mil milhões de euros, excluindo os títulos que atingiram a maturidade, e vai tomar depósitos nesse mesmo valor.

O BCE tem rejeitado os pedidos para que adopte uma postura mais agressiva no combate à crise orçamental europeia, comprando mais dívida no mercado secundário. A autoridade argumenta que cabe aos governos resolver a crise e que não pode permitir que esse papel se sobreponha ao seu mandato - que consiste em acautelar a estabilidade dos preços. A compra de demasiada dívida poria em risco a sua independência e credibilidade, explica.

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