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BCP afunda e já vale menos de 0,2 euros. Bolsa cai mais de 1%

A bolsa nacional fechou em queda, pela segunda sessão consecutiva, com os investidores a refletirem na negociação vários pontos de instabilidade e incerteza. O BCP afundou mais de 5% para o valor mais baixo desde setembro de 2017.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 12 de Agosto de 2019 às 16:42

A bolsa nacional fechou em queda, num dia que começou por ser de ganhos nas bolsas europeias e que termina com perdas generalizadas. O PSI-20 recuou 1,29% para 4.796,20 pontos, com 16 cotadas em queda e duas em alta. O contexto internacional é o principal responsável, com várias frentes de instabilidade a deixarem os investidores nervosos. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, recua 0,29%. 

 

Na Europa, o principal foco de tensão está em Itália, numa altura em que a coligação que sustentava o Governo desfez-se, apontando para eleições antecipadas, que poderão não ser imediatas, caso o presidente da República opte por uma solução temporária, como um governo tecnocrata.

 

A contribuir para a instabilidade dos investidores estão os resultados das primárias na Argentina, onde o atual presidente, Mauricio Macri, foi derrotado, aumentando os receios sobre a política futura que a Argentina vai seguir. Isto depois de Macri ter implementado uma política de consolidação orçamental, após a segunda maior economia da América Latina ter estado próxima da bancarrota. Os eleitores do país deram um cartão vermelho ao presidente Macri e respetivas políticas de austeridade, dando uma clara vitória ao "peronista" Alberto Fernandez, que leva a ex-presidente Cristina Kirchner como número dois na candidatura às presidenciais de outubro.

 

Estes resultados provocaram quedas avultadas na bolsa argentina e provocaram subidas expressivas nos juros, precisamente devido aos receios em torno das políticas financeiras que serão implementadas no país.

 

A contribuir para a apreensão dos investidores continuam os receios sobre os desenvolvimentos da guerra comercial entre os EUA e a China, bem como a perspetiva de uma política de juros baixos por mais tempo, o que penaliza o setor financeiro.

 
BCP afunda mais de 5% 

E foi, precisamente, o BCP que se destacou entre as cotadas portuguesas. O banco liderado por Miguel Maya deslizou 5,22% para 0,1979 euros, sendo a primeira vez que desceu da fasquia dos 0,2 euros desde setembro de 2017, num dia em que a banca foi o setor que mais caiu na Europa. O setor financeiro tem sido dos mais fustigados no recente "sell off", muito devido à perspetiva de manutenção de políticas de juros historicamente baixos, o que penaliza as margens dos bancos.

O dia do BCP foi ainda marcado pelo comunicado que deu conta que o banco ficou com os direitos de voto de quase 10% do capital da Pharol, depois de a High Bridge ter entrado em incumprimento. O banco já deixou claro que o objetivo é que estas ações sejam vendidas.

Esta notícia estará a ser uma das razões para a queda de 3,58% da Pharol, uma vez que a posição de venda assumida pelo BCP coloca sob pressão os títulos da empresa liderada por Palha da Silva. 
 

A pesar esteve também a Galp Energia, ao cair 1,8% para 12,83 euros, numa sessão em que o setor do papel também pressionou, com a Altri a perder 1% para 5,45 euros e a Navigator a ceder 0,77% para 2,838 euros.

 

Destaque também para os CTT, que deslizaram 3,06% para 1,805 euros.

 

A contrariar a tendência esteve o grupo EDP, com a elétrica a subir 0,15% para 3,373 euros e a EDP Renováveis a avançar 0,10 para 9,69 euros.



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