Mercados BCP cai mais de 3% e PSI-20 resvala para o vermelho

BCP cai mais de 3% e PSI-20 resvala para o vermelho

Num dia em que a Europa se mostra divida, Lisboa fica do lado das perdas. A pesar na praça nacional esteve sobretudo o banco BCP, com uma quebra superior a 3%.
BCP cai mais de 3% e PSI-20 resvala para o vermelho
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Batalha Oliveira 20 de setembro de 2019 às 16:47

A bolsa nacional terminou o dia em queda, com o principal índice, o PSI-20, a descer 0,47% para os 5.016,35 pontos. Foram doze as cotadas a cair, quatro a subir e inalterada.

A Europa divide-se entre o verde e o vermelho no rescaldo das decisões dos bancos centrais, as quais deixaram um sabor agridoce. Do lado de lá do Atlântico, a Reserva Federal anunciou o segundo corte nos juros este ano – algo que não acontecia desde 2008 – mas as esperanças de um reforço futuro nas medidas acomodatícias ficaram reduzidas, uma vez que a decisão não reuniu o consenso dos decisores. Deste lado, o Banco Central Europeu também avançou com novos estímulos ao  mercado, contudo, a dimensão desta ajuda ficou aquém das estimativas dos analistas.

As atenções devem virar-se agora de volta para a guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, que vão recomeçar no início de outubro.

Por cá, o BCP é o "peso-pesado" em destaque no vermelho, com uma quebra de 3,13% para os 20 cêntimos. O banco liderado por Miguel Maya perde no dia em que o Millennium Bank, instituição na qual o BCP detém mais de 50% do capital, viu os títulos descerem 7,48% para os 5,895 zlótis. A queda reflete os receios dos investidores sobre o impacto de uma decisão eventualmente desfavorável por parte do Tribunal de Justiça da União Europeia sobre os empréstimos à habitação concedidos em francos suíços.

Ainda a penalizar o índice nacional esteve o setor do papel. A Semapa fica em segundo no pódio das perdas, com uma quebra de 1,79% para os 12,10 euros, enquanto a Altri desceu 0,97% para os 6,11 euros e a Navigator desvalorizou 0,80% para os 3,21 euros. 

A contrariar a tendência negativa ficou a Galp. A petrolífera liderou os ganhos ao subir 0,72% para os 13,93 euros, em mais um dia positivo para o mercado da matéria-prima. O barril de Brent segue a subir 0,40% para os 64,66 dólares, concluindo no verde a semana com os maiores ganhos acumulados desde janeiro.




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