Bolsa BCP dispara quase 5% e leva PSI-20 para máximos de três semanas

BCP dispara quase 5% e leva PSI-20 para máximos de três semanas

A bolsa nacional valoriza mais de 1,5% para máximos de 9 de Novembro, acompanhando o optimismo das congéneres europeias. 16 das 18 cotadas do índice nacional seguem com sinal verde.
BCP dispara quase 5% e leva PSI-20 para máximos de três semanas
Bruno Simão/Negócios
Rita Faria 29 de novembro de 2017 às 12:10

A bolsa nacional está a reforçar os ganhos do início da manhã, impulsionada pela forte subida do BCP. Em alta pela segunda sessão consecutiva, o PSI-20 valoriza, nesta altura, 1,54% para 5.258,44 pontos, o valor mais elevado desde 9 de Novembro. 16 cotadas seguem em alta, uma em queda e uma inalterada.

Na Europa, os principais índices também seguem em alta, contagiados pelo optimismo em Wall Street, onde as acções beneficiaram ontem das expectativas em torno da reforma fiscal no país, que prevê uma descida acentuada do imposto sobre as empresas.

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,81% para 390,15 pontos, animado sobretudo pelos sectores do retalho e banca.

Entre os principais índices só o londrino Footsie segue em terreno negativo, penalizado pela subida da libra, depois dos progressos alcançados nas negociações entre o Reino Unido e a União Europeia sobre a factura do Brexit.

Em Lisboa, o BCP dispara 4,79% para 25,37 cêntimos, a beneficiar da revisão em alta do preço-alvo e recomendação para as acções por parte do JPMorgan. Numa nota assinada por Sofie Peterzens, e citada pela Bloomberg, o banco eleva a recomendação da instituição liderada por Nuno Amado de "neutral" para "overweight" e o preço-alvo de 26 para 30 cêntimos.

A contribuir para os ganhos do índice nacional estão também as cotadas do sector do retalho e a Pharol.

A Jerónimo Martins soma 1,76% para 16,75 euros, a Sonae valoriza 1,08% para 1,031 euros e a antiga PT SGPS dispara 6,97% para 30,7 cêntimos, recuperando parte das fortes quedas registadas nas últimas sessões, em reacção à notícia da demissão do presidente executivo da Oi, de que a Pharol é a maior accionista.

Na energia, a EDP ganha 0,38% para 2,919 euros, a EDP Renováveis soma 0,54% para 6,937 euros e a Galp Energia valoriza 0,75% para 16,025 euros, numa altura em que o petróleo perde mais de 0,5% nos mercados internacionais.

As acções da REN, por seu lado, ganham 2,94% para 2,49 euros, impulsionadas pelos direitos de subscrição, que escalam 16,79% para 15,3 cêntimos.

Numa nota de análise divulgada esta quarta-feira, o Haitong eleva a recomendação para as acções da empresa liderada por Rodrigo Costa de 2,80 para 3,00 euros e a recomendação de "neutral" para "comprar".

A única cotada que negoceia com sinal vermelho é os CTT, que já atingiram hoje um novo mínimo histórico de 3,012 euros. Nesta altura, os títulos recuam 1,49% para 3,049 euros.