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BCP acelera quase 8% e já recupera 24% em dois dias

O BCP já recupera 24,4% nas duas últimas sessões, depois de Nuno Amado ter reforçado que o banco não irá pedir mais dinheiro aos accionistas.

Bruno Simões
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 08:49
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Depois de vários dias a fixar mínimos, o BCP segue a recuperar pela segunda sessão consecutiva. As acções do banco lidera por Nuno Amado ganham perto de 8% no arranque da sessão, elevando para mais de 24% a escalada acumulada pelos títulos em dois dias. Uma recuperação que surge depois de o presidente do BCP ter garantido que a instituição não precisa de um aumento de capital.

O BCP sobe 7,84% para 0,0275 euros, prolongando a subida registada na sessão anterior, dia em que escalou mais de 15%. Apesar da forte recuperação registada nestes dois dias, as acções continuam a negociar abaixo dos três cêntimos.

O presidente do banco, Nuno Amado, garantiu esta terça-feira, 7 de Junho, em entrevista à agência de notícias Reuters que "os accionistas podem estar tranquilos pois o BCP não está a considerar uma operação ou quaisquer operações que impliquem aumentos de capital". "O BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos accionistas", reforçou.

As declarações de Nuno Amado surgiram depois de um período de quedas expressivas no banco, que em sete dias tirou cerca de um terço do valor de mercado ao BCP, devido aos receios que o banco seja forçado a recorrer ao mercado para reforçar de capitais. Esta especulação aumentou depois do espanhol Popular ter surpreendido o mercado com um aumento de capital e de o Goldman Sachs ter adiantado que o BCp era uma das instituições mais "vulneráveis" a comparações com o Popular.

Através de operações de aumentos de capital, os investidores colocaram no BCP cerca de 4,4 mil milhões nos últimos cinco anos, sendo que a queda das acções deixou o banco a valer cerca de menos 70% daquele montante. Apenas a Sonangol, o maior accionista do BCP, acumula menos-valias potenciais que ultrapassam os 1,44 mil milhões de euros.

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