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BCP avança mais de 4% e leva bolsa a valorizar mais de 1%

O Banco Comercial Português, com um ganho superior a 4%, e a Energias de Portugal foram os títulos que mais impulsionaram a bolsa nacional. O PSI-20 avançou 1,66% num dia marcada pelo optimismo nas praças europeias e norte-americanas.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 01 de Abril de 2008 às 16:58
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O Banco Comercial Português, com um ganho superior a 4%, e a Energias de Portugal foram os títulos que mais impulsionaram a bolsa nacional. O PSI-20 avançou 1,66% num dia marcada pelo optimismo nas praças europeias e norte-americanas.

O principal índice da bolsa nacional [psi20] subiu para os 10.669,84 pontos, com 16 títulos em alta, três a descer e um inalterado. Na Europa, os principais mercados subiram mais de 2% depois do UBS ter anunciado que vai realizar um aumento de capital no valor de 15 mil milhões de dólares.

O sector bancário português registou hoje fortes subidas, com especial destaque para o Banco Comercial Português [bcp] que chegou a ganhar mais de 5% ao longo da sessão. As acções do banco liderado por Carlos Santos Ferreira encerraram a subir 4,85% para os 2,16 euros, apesar da Lisbon Brokers ter revisto em baixa a recomendação da instituição de "forte compra" para "compra".

No entanto, a analista Sara Amaral manteve o preço-alvo nos 2,30 euros e considera que após o anúncio do preço do aumento de capital vai ser possível acumular acções a um preço mais atractivo. A casa de investimento destacou o facto da nova administração do banco ter decidido manter os activos internacionais "que são agora os principais ‘drivers’ de crescimento do seu negócio".

Os títulos do Banco Espírito Santo [besnn] subiram 2,27% para os 11,26 euros e as acções do Banco BPI [bpin] ganharam 1,49% para os 3,40 euros.

Além do BCP, outro dos títulos que mais impulsionou a bolsa portuguesa foi a Energias de Portugal [edp]. A eléctrica avançou 1,30% para os 3,89 euros, com mais de 14 milhões de títulos negociados,

A empresa liderada por Antonio Mexia anunciou hoje que quer ter, entre o final de 2011 e início de 2013, mais mil megawatts (MW) de produção hídrica, num investimento total próximo dos mil milhões de euros. Para isso, vão contar os reforços das barragens do Picote e Bemposta, e a construção do Alqueva, Baixo Sabor, Ribeiradio e Foz Tua, esta última adjudicada ontem.

Ainda no sector energético, as acções da Galp Energia avançaram 1,06% para os 15,27 euros, no dia em que o Banesto iniciou a cobertura da empresa com um preço-alvo de 17,60 euros e uma recomendação de "overweight". O banco de investimento destacou os projectos de exploração petrolífera da Galp no Brasil e em Angola.

A impedir maiores ganhos na bolsa portuguesa esteve a Zon Multimédia [zon]. A empresa liderada por Rodrigo Costa esteve a ganhar mais de 4% até muito perto do fecho da sessão mas inverteu esta tendência e encerrou a perder 3,86% para os 7,22 euros.

Ainda no sector das telecomunicações, a Portugal Telecom [ptc] avançou 1,15% para os 7,445 euros e a Sonaecom [snc] ganhou 0,70% para os 2,17 euros.

Os títulos da Sonae SGPS [son] subiram 1,72% para os 1,185 euros e a Sonae Capital [sonc] ganhou 3,62% para 1,43 euros.

No sector da construção, o principal destaque foi a Teixeira Duarte [txdo] com uma subida de 8,61% para 1,64 euros. As acções da Mota-Engil [egl] avançaram 2,49% para os 4,93 euros, a Semapa ganhou 3,70% para os 8,40 euros e a Soares da Costa [sco] valorizou 3,82% para 1,63 euros.

Fora do PSI-20, as acções da Impresa [ipr] registaram fortes subidas pela segunda sessão consecutiva, a beneficiar da expectativa de uma continuada recuperação das audiências por parte do canal SIC.

Nos últimos dois meses, o canal de televisão recuperou o segundo lugar das audiências e este tem sido o principal catalizador do título nas últimas sessões.

As acções da Impresa fecharam a ganhar 7,38% para 1,60 euros, tendo subido mais de 12% ao longo da sessão.

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