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BCP e BES escapam à queda do PSI-20

A bolsa nacional fechou hoje em terreno negativo, com apenas dois títulos em alta. O PSI-20 perdeu 0,40% e acompanhou o sentimento dos principais mercados europeus, que hoje foram penalizados pelos primeiros prejuízos trimestrais da operadora Nokia.

Ana Luísa Marques anamarques@negocios.pt 15 de Outubro de 2009 às 16:49
A bolsa nacional fechou hoje em terreno negativo, com apenas dois títulos em alta. O PSI-20 perdeu 0,40% e acompanhou o sentimento dos principais mercados europeus, que hoje foram penalizados pelos primeiros prejuízos trimestrais da operadora Nokia.

O principal índice da bolsa nacional caiu para os 8846,12 pontos, com 17 títulos em queda, dois em alta e um inalterado. Após as fortes subidas registadas ontem nos mercados bolsistas europeus e norte-americanos, o dia de hoje foi de quedas generalizadas.

Na Europa, os mercados foram penalizados pelos primeiros prejuízos trimestrais da Nokia. Devido ao abrandamento da procura e aos custos associados com a parceria com a Siemens AG, a operadora registou no terceiro trimestre um prejuízo de 559 milhões de euros, quando o esperava um lucro de 367 milhões de euros. No mesmo período do ano passado, a Nokia tinha alcançado um lucro de 1,09 mil milhões de euros.

Nos Estados Unidos, as bolsas estão a ser penalizadas pelos títulos do Citigroup e do Goldman Sachs, que hoje apresentaram os seus resultados trimestrais. O Citigroup anunciou um prejuízo de 27 cêntimos, relacionado com a já anunciada conversão de acções preferenciais em acções ordinárias.

O Goldman Sachs anunciou um resultado líquido de 3,19 mil milhões de dólares, mais do que triplicando o resultado homólogo de 845 milhões de dólares, mas os títulos estão a acompanhar o sentimento negativo do sector financeiro.

Na bolsa nacional, os títulos do BCP e do BES foram os únicos que encerraram em terreno positivo. O BCP avançou 1,53% para os 1,059 euros, com mais de 26 milhões de títulos negociados, enquanto o BES ganhou 0,29% para os 5,265 euros.

As acções da Portugal Telecom e da EDP foram as que mais penalizaram a bolsa portuguesa. A operadora perdeu 1,03% para os 8,046 euros e a eléctrica desvalorizou 1,45% para os 3,135 euros.

O UBS reiterou hoje a recomendação de "compra" das acções da EDP e deu três razões para comprar acções da eléctrica, sendo a principal o facto de através da EDP se conseguir estar exposto ao negócio das energias renováveis, mas com desconto.

"A nossa perspectiva positiva assenta em três 'pilares': a EDP tem uma história de crescimento estrutural; excluindo o negócio das renováveis está a negociar com um desconto de 30% face às restantes 'utilities'", refere o UBS. A EDP "é a via mais barata para investir nas energias renováveis, na Europa", disse o banco de investimento suíço.

Ainda no sector energético, a EDP Renováveis caiu 0,66% para os 7,35 euros, no dia em que a empresa inaugurou o seu primeiro parque eólico na Polónia. A presidente executiva da EDP Renováveis, Ana Maria Fernandes, afirmou que o mercado polaco "é uma opção de longo prazo" e revelou que já no próximo ano a empresa avançará com um novo empreendimento cuja primeira fase terá 48 megawatts (MW) de capacidade.

Os títulos da Zon Multimédia perderam 0,40% para os 4,93 euros. O presidente da Zon Multimédia, Rodrigo Costa, afastou, em entrevista à "Briefing", quaisquer rumores de uma possível fusão com a Sonaecom.

A revista, na sua edição de Outubro, recorda que o UBS defendeu que a reeleição do PS dá mais força a uma possível fusão entre as duas operadoras.

"As coisas são sempre possíveis no papel, mas nós trabalhamos num regime de racional económico", disse Rodrigo Costa, na mesma entrevista, acrescentando que não faz comentários à parte política inerente no comentário do UBS.

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