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BCP e BPI perdem mais de 900 milhões desde fim das negociações com a Anbang

As acções da banca estiveram a recuperar na última sessão parte das perdas registadas nas últimas sessões. Ainda assim, em Setembro acumulam descidas acentuadas, fruto do rumo das negociações para a venda do Novo Banco.

Reuters
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 15 de Setembro de 2015 às 17:10
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As acções do BCP e do BPI regressaram aos ganhos esta terça-feira, 15 de Setembro, quando já havia a expectativa de que o processo de venda do Novo Banco podia ser cancelado, uma decisão que afecta todo o sector financeiro. Desde que falharam as conversações com a Anbang – o candidato escolhido para negociar, primeiro, em exclusivo com o Banco de Portugal – BCP e BPI perdem mais de 900 milhões de euros de valor de mercado.

Os títulos da banca estiveram a recuperar parte das quedas acumuladas nas últimas sessões, com o BPI a liderar os ganhos, ao valorizar 4,8%, para 0,851 euros. Já o BCP conseguiu inverter a tendência negativa que marcou grande parte da sessão e terminou a avançar 1,02% para 0,0493 cêntimos. Apesar da subida da sessão, os bancos registam descidas expressivas desde o final de Agosto, altura em que falharam as negociações com os chineses da Anbang para a venda do Novo Banco.

O BCP é o que mais cai. Afunda cerca de 22% desde o início do mês, enquanto o BPI cai 8%. Em termos de capitalização bolsista, o banco liderado por Nuno Amado viu o seu valor de mercado encolher em 808,8 milhões de euros, para 2.910,6 milhões. No caso do BPI, a capitalização bolsista baixou 107,8 milhões de euros, para 1.239,8 milhões.

Depois de terem falhado as negociações com a Anbang no final de Agosto, o Banco de Portugal escolheu os também chineses da Fosun para seguir as conversações, mantendo a Apollo como uma terceira opção. No entanto, o regulador não está satisfeito com o preço oferecido pelos chineses, pelo que a venda ficou adiada. 

Para os especialistas, esta é, no entanto, uma solução que pode prejudicar o sector. "O adiamento da venda do banco para depois do resultado dos testes de stress do BCE alimentam os receios de que e venda se faça por um valor mais baixo que aquele que foi utilizado pelo Fundo de Estabilização", explica Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB.

O mesmo responsável lembra que "caso ocorra uma venda abaixo do valor aplicado pelo fundo no Novo Banco, os respectivos prejuízos são reflectidos nas contas dos bancos participantes".

O sector financeiro português participou no resgate do antigo BES, através do Fundo de Resolução, que injectou 4,9 mil milhões de euros na entidade. Caso se faça uma venda abaixo deste valor, as perdas serão reconhecidas por todos os participantes do Fundo de Resolução.

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