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BCP e Cimpor levam UBS a subir preço-alvo da Teixeira Duarte

A UBS reviu em alta o preço-alvo da Texeira Duarte dos anteriores 2,35 euros para os actuais 2,55 euros, o que representa uma subida de 8,5%. A alteração é justificada pelo aumento da avaliação das participações da construtora no BCP e na Cimpor.

Susana Domingos sdomingos@negocios.pt 05 de Janeiro de 2007 às 12:17
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A UBS reviu em alta o preço-alvo da Texeira Duarte dos anteriores 2,35 euros para os actuais 2,55 euros, o que representa uma subida de 8,5%. A alteração é justificada pelo aumento da avaliação das participações da construtora no BCP e na Cimpor.

A Teixeira Duarte tem, actualmente, uma participação de 4,6% no BCP e de 21,2% na Cimpor o que representa cerca de 57% do total dos activos da construtora e cujos preços das acções subiram cerca de 8% desde meados de Dezembro.

Segundo o analista responsável pelo estudo, Ignacio Sanz, a Teixeira Duarte está a transaccionar com um desconto de 34% face às estimativas da UBS para o valor líquido dos activos ("net asset value"). No entanto, se se excluírem os custos de gestão o valor do desconto sobe para 40%, revela o especialista.

Além disso, de acordo com a casa de investimento internacional, a aposta na Teixeira Duarte garante aos investidores "a oportunidade de estarem expostos à Cimpor com um desconto de 46% face aos preços de mercado".

No entanto, o novo preço-alvo pela UBS atribuído baseia-se num desconto de 15% face ao valor líquido dos activos e representa um potencial de valorização de cerca de 30% face à cotação de fecho da sessão de ontem de 1,98 euros.

Embora a Teixeira Duarte tenha uma exposição atractiva no mercado de Angola, Portugal continua a ser a principal contribuinte para os resultados líquidos da construtora, com 56% dos lucros por acção em 2005, bem como em termos de activos.

"Acreditamos que 2006 foi um ano de transição, a antecipar a recuperação do crescimento do PIB português em 2007 e 2008", afirma o analista numa nota divulgada hoje.

Ignacio Sanz considera que a empresa portuguesa de construção tem como catalisadores: a expectativa de uma melhoria do cenário macroeconómico em Portugal; o fluxo de notícias relativas a projectos de construção no país; a arbitragem face às empresas de média dimensão e construtoras espanholas; o facto de ser uma das candidatas à entrada no PSI-20, embora por agora, esteja "escondida" fora do índice de referência da Euronext Lisbon; e, finalmente, as oportunidades de arbitragem com a Cimpor e BCP.

No entanto, a casa de investimento alerta também para os riscos do título. Neste âmbito realça a exposição aos mercados emergentes uma vez que Angola contribui para 25% da avaliação da Teixeira Duarte.

A exposição a actividades cíclicas com a construção, que representa cerca de 40% das vendas da Teixeira Duarte e a reduzida flexibilidade financeira devido ao seu elevado nível de endividamento são outros factores de risco da empresa portuguesa.

Além disso, o especialista lembra também as implicações negativas ou positivas para os accionistas minoritários de uma potencial actividade de fusões e aquisições. A fraca liquidez do título, dado o "free float" de 30% é outro dos "calcanhares de Aquiles" apontados pela UBS para a Teixeira Duarte.

As acções seguem a valorizar 7,58% para os 2,13 euros, depois de ter chegado a subir 8,59% ao longo da manhã para um novo máximo histórico nos 2,15 euros, com mais de 2,5 milhões de títulos negociados.

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