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BCP e EDP levam bolsa nacional a desvalorizar

A bolsa nacional inverteu a tendência de subida observada no início da sessão e o PSI-20 desvalorizava 0,12%, pressionado pela queda do BCP e da EDP.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 16 de Janeiro de 2006 às 10:01
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A bolsa nacional inverteu a tendência de subida observada no início da sessão e o PSI-20 desvalorizava 0,12%, pressionado pela queda do BCP e da EDP.

O principal índice nacional caía para os 8.899,54 pontos, numa altura em que nove acções desciam, sete subiam e quatro seguiam inalterados.

O Banco Comercial Português (BCP) [bcp], que iniciou o dia a subir, depreciava 0,83% para os 2,38 euros, uma tendência registada pelo terceiro dia consecutivo. As acções do maior banco privado português acumulam assim uma desvalorização superior a 2% nos últimos três dias.

A UBS anunciou na sexta-feira, após o fecho do mercado, que reduziu a sua posição no capital do BCP para 1,937%, fruto da conversão final dos valores mobiliários obrigatoriamente convertíveis (VMOC), bem como devido à alienação de 3 milhões de acções a 9 de Janeiro.

Na restante banca, o Banco Espírito Santo (BES) [besnn] caía 0,15% para os 13,63 euros enquanto o Banco BPI [bpin] contrariava a tendência e subia 0,25% para os 4,06 euros.

A Energias de Portugal (EDP) [edp] recuava 0,71% para os 2,80 euros, depois de ter crescido mais de 1% na última sessão.

A Portugal Telecom (PT) [ptc] evitava maiores perdas ao valorizar 0,7% para os 8,58 euros, enquanto a sua subsidiária PT Multimédia [ptm] recuava 0,2% para os 9,75 euros.

Segundo o «Diário de Bolsa» do BPI «a PTM, tal como outras acções do seu sector (Impresa, Cofina, etc), não tem beneficiado do fluxo de fundos que tem afluído ao mercado nacional. As estimativas para o mercado publicitário apontam para um crescimento de apenas 2% e têm sido o principal travão a uma maior performance deste sector. A tendência técnica de curto prazo é ligeiramente positiva, mas só um fecho superior a 9,88 euros implicaria um movimento de alta mais duradouro».

A Impresa [ipr] subia 0,6% para os 5,01 euros e a Cofina [cofi] valorizava 1,31% para os 3,09 euros.

A Cofina anunciou na sexta-feira, após o fecho do mercado, que adquiriu 5,7% da Avanzit, uma empresa de tecnologia, media e telecomunicações espanhola. Esta aquisição enquadra-se na política da Cofina, que elegeu Espanha como um dos mercados preferenciais para o seu desenvolvimento, anunciou a empresa em comunicado.

A empresa liderada por Paulo Fernandes adquiriu 8.892.407 acções do valor nominal de um Euro cada, representativas de 5,731% do capital social da Sociedade Avanzit S.A., sociedade com as acções representativas do seu capital social cotadas na Bolsa de Madrid e que opera na área dos media e tecnologias de informação.

As acções da Jerónimo Martins [jmar] recuavam 0,15% para os 13,12 euros, depois de ter anunciado que as suas receitas 9,4% para os 3,823 mil milhões de euros em 2005, o que ficou em linha com as estimativas da generalidade dos analistas.

O crescimento das vendas consolidadas da Jerónimo Martins, registado em 2005, foi marcado pelo aumento das receitas na Polónia. A vendas da Biedronka atingiram os 1,34 mil milhões de euros, um aumento de 27,3%.

A Teixeira Duarte [txde] mantinha a tendência de ganhos subindo 0,75% para os 1,35 euros, depois de ter avançado quase 4% na última sessão.

A Teixeira Duarte integra o consórcio, liderado pela empresa espanhola OHL, que ficou em primeiro lugar num concurso para a construção de uma obra na Argélia, por um valor de 350 milhões de euros.

Segundo informações veiculadas pelo ICEP, este consórcio ganhou a construção da «Rocade Sud», com uma extensão de 65 quilómetros.

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