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BCP perde mais de 1% apesar de lucros superiores ao esperado

As acções do BCP arrancaram a sessão em alta, chegando a subir mais de 2,5% na sessão. Porém, os títulos estão já a negociar em queda. O banco teve lucros de 46,7 milhões de euros no primeiro trimestre.

Bruno Simão
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 03 de Maio de 2016 às 09:46
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As acções do BCP arrancaram a sessão no verde, mas o vermelho é agora a cor dominante. Nesta sessão de 3 de Maio, as acções chegaram já a subir 2,58% para os 4,02 cêntimos. Contudo, os títulos seguem agora em queda, registando uma desvalorização de 1,50% para 3,86 cêntimos. Sendo que, o BCP já recuou 2,26% para 3,83 cêntimos esta terça-feira.

Por esta altura, já trocaram de mãos mais de 79,6 milhões de títulos, um valor que, ainda assim, está abaixo da média diária dos últimos seis meses que é de 319,3 milhões de acções.

Este comportamento está a ter lugar depois de esta segunda-feira, o banco liderado por Nuno Amado ter apresentado as suas contas. E no primeiro trimestre deste ano, a instituição teve lucros de 46,7 milhões de euros. Este montante compara com os 70,4 milhões de euros registados um ano antes. Uma diferença homóloga de 23,7%. Os analistas consultados pela Reuters apontavam para um lucro de 39 milhões de euros.

Durante a conferência de imprensa de apresentação de resultados, o líder do BCP admitiu que quer participar no processo de venda do Novo Banco, apesar de estar impedido de o fazer por causa da ajuda do Estado. Nuno Amado espera poder participar para haver "pelo menos um concorrente português".

Em nome da "defesa de um alargamento do número e da diversidade de concorrentes" à compra do Novo Banco, o BCP pretende participar nesta operação, apesar de estar impedido de o fazer pelas regras da ajuda estatal de que ainda beneficia. Deve haver "pelo menos um concorrente português", defendeu Nuno Amado.

"É fundamental que quando o processo de venda do Novo Banco entre numa fase mais decisiva tenha uma evolução diferente" da do ano passado. "Nós achamos que é fundamental para o sistema e para a economia que haja um maior número de concorrentes possível e Ser possível ter algumas instituições portuguesas", acrescentou o presidente do BCP.

Os analistas do Haitong, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso, entendem que a administração do banco "tenha de analisar a venda do Novo Banco dado que vai afectar de forma significativa a paisagem concorrencial em Portugal". "Contudo, vemos esta aquisição como pouco provável devido à significativa mobilização de capital que a instituição precisaria", acrescenta a nota de análise.

Os analistas salientam que à mobilização de capital que seria necessária acresce o pagamento dos CoCos ao Estado. Pelo que, uma alternativa "seria fundir o BCP e o Novo Banco e manter o Fundo de Resolução português na base de accionistas da entidade que combina as duas entidades". "Contudo, acreditamos que esta opção precisa de aprovação dos reguladores europeus dado que pode afectar a redução do controlo estatal no sistema bancário português. Finalmente, enquanto o BCP beneficiaria de sinergias importantes e aumentaria o poder de fixação de preços se se consolidasse com o Novo Banco, na nossa visão os investidores seriam cautelosos devido ao risco de execução significativo desta integração e visibilidade limitada da folha de balanço do Novo Banco", escrevem os analistas.



Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de "research" emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de "research" na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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