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BCP, Pharol e Mota perdem mais de 7% em dia vermelho no PSI-20

O índice de referência da Bolsa de Lisboa caiu esta sexta-feira quase 2%. Foi o quarto dia de perdas esta semana. A Galp Energia cedeu 4,5% e os CTT estão no valor mais baixo de Janeiro de 2014.

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Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 16 de Setembro de 2016 às 16:43

A Bolsa de Lisboa voltou a recuar. Foi o quarto dia de perdas em Lisboa desta semana. O mesmo aconteceu na Europa, onde esta foi a quarta sessão de recuos, com o principal índice do continente, o Stoxx Europe 600, a ceder 0,7%.

 

O índice de referência da praça nacional caiu 1,83% para 4.470,84 pontos, naquele que é o valor mais baixo em dois meses. Foi aliás a pior semana desde Fevereiro para o PSI-20 a ceder 4,83%.

 

Lisboa e Milão marcaram as quedas mais expressivas na Europa, onde o Deutsche Bank foi um dos destaques pela negativa, tendo em conta a intenção dos Estados Unidos de imporem uma multa recorde. Os títulos do banco alemão cederam 8,5%, a maior desde o referendo inglês.

 

A banca foi o sector que mais caiu no Velho Continente, sendo que em Lisboa foi também o Banco Comercial Português a registar o comportamento mais negativo. O banco liderado por Nuno Amado caiu 9,44% para 1,63 cêntimos no dia em que abandonou o índice geral Stoxx 600.

É a cotação de fecho mais baixo de sempre. Uma queda que ocorre quando a comissão executiva está a negociar com a Fosun a possível aquisição de uma participação de até 16,7% a um preço nunca superior a 2 cêntimos. 

 

No sector, e em Portugal, houve um banco a contrariar: o BPI subiu 1,46% para 1,04 euros. Continua a incerteza sobre a desblindagem dos estatutos, cuja votação está marcada para quarta-feira 21 de Setembro, condição essencial para o sucesso da oferta pública de aquisição (OPA) lançada pelo CaixaBank, onde é oferecida uma contrapartida de 1,113 euros.

Galp cai com redução de Amorim  

 

Apesar de a queda do BCP ter sido a mais expressiva, foi a desvalorização da Galp Energia que mais pesou no desempenho do índice PSI-20. A petrolífera recuou 4,51% para 11,75 euros, depois de Américo Amorim ter vendido 5% do capital da empresa a 11,69 euros. Isto num dia em que os preços do petróleo também seguem em queda nos mercados internacionais, recuando em torno de 1% face ao fecho de ontem.

 

Na energia, a EDP perdeu 0,55% para 2,885 euros ao passo que a EDP Renováveis fechou nos 6,86 euros ao perder 0,78%.  

 

Houve outros deslizes expressivos. A Mota-Engil caiu 8,72% para 1,538 euros. Desde quinta-feira da semana passada que não fecha em terreno positivo.

 

CTT em mínimos

 

A Pharol também marcou uma desvalorização intensa ao cair 7,48% para 0,235 euros. Por sua vez, os CTT também caíram: os títulos perderam 1,80% para 6,236 euros. As acções cederam para os valores de Janeiro de 2014. 

Nota ainda para o sector do retalho, que encerrou misto. A Jerónimo Martins conseguiu escapar ao vermelho e somou 0,52% para 14,50 euros ao passo que a Sonae perdeu 2,08% para 0,66 euros.


(Notícia actualizada com mais informações pelas 17:15)
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