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BCP recua mais de 2,5% e impede PSI-20 de acompanhar ganhos europeus

A bolsa nacional encerrou a negociação em queda, contrariando a tendência das congéneres europeias, penalizada pela desvalorização dos títulos da banca, sector onde o BCP se destacou ao perder mais de 2%. O PSI-20 caiu 0,5%, numa sessão em que a EDP imped

Paulo Moutinho 27 de Março de 2007 às 17:01
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A bolsa nacional encerrou a negociação em queda, contrariando a tendência das congéneres europeias, penalizada pela desvalorização dos títulos da banca, sector onde o BCP se destacou ao perder mais de 2%. O PSI-20 caiu 0,5%, numa sessão em que a EDP impediu maiores perdas, impulsionada pela aquisição de uma empresa de parques eólicos nos EUA.

O principal índice bolsista do mercado nacional [psi20] recuou para 11.735,39 pontos, com doze das vinte cotadas a cair e oito a subir, num dia em que foram negociados mais de 359 milhões de euros em acções.

A bolsa de Lisboa fechou em contra-ciclo face às restantes praças europeias que registaram valorizações na ordem dos 0,3%, animadas pela especulação em torno de novos movimentos de consolidação.

No PSI-20, o destaque vai para o sector da banca, o principal responsável pela queda do mercado de capitais português. O Banco Comercial Português (BCP) [bcp] evidenciou-se, pela negativa, entre os bancos cotados ao perder 2,54% para 2,69 euros, com mais de 45 milhões de acções a trocarem de mãos.

O banco liderado por Paulo Teixeira Pinto corrigiu da subida de mais de 2% da sessão de ontem, com os investidores a retirarem mais-valias, a primeira após ter anunciado a manutenção da contrapartida da oferta pública de aquisição (OPA) nos 5,70 euros.

O oferta do BCP voltou a condicionar a negociação do BPI [bpin] que voltou a ceder 0,91% na sessão de hoje, para 6,51 euros, uma cotação que é, ainda assim, superior em 14,2% à contrapartida da OPA.

Fora dos movimentos de consolidação está o BES [besnn] que não evitou a queda, ao recuar 0,35% para 14,30 euros. Além dos três bancos cotados no índice principal, a tendência negativa estendeu-se ao Finibanco [fnb] que caiu 0,27% para 3,67 euros, enquanto o Banif [banin] continuou a beneficiar da revisão do preço-alvo do UBS e somou mais 1,78% para fechar nos 5,71 euros.

PT cai e EDP impede maiores perdas

Para a desvalorização do PSI-20 contribuiu também a queda de 1,18% das acções da Portugal Telecom [ptc]. Os títulos da maior operadora de telecomunicações nacional fecharam a cotar nos 10,01 euros, naquela que foi a primeira negociação negativa da PT nas últimas oito sessões.

A descer fecharam igualmente a PT Multimédia [ptm], que recuou 0,09% para 11,13 euros, bem como a Sonaecom [snc] que perdeu 0,64% para 4,66 euros. A "holding", a Sonae SGPS [son] cedeu 0,58%.

Pela positiva, e a impedir uma maior quebra do índice principal esteve a Energias de Portugal [edp]. A eléctrica liderada por António Mexia somou 1,46% para os 4,16 euros, isto no dia em que a empresa anunciou a aquisição de uma companhia de parques eólicos nos EUA, com a qual a EDP passa a ser o quarto maior "player" mundial na energia eólica.

Ainda nas energéticas, de destacar a valorização de 0,13% da Galp Energia [galp pl], para 7,50 euros. Durante a sessão a petrolífera nacional chegou mesmo a igualar o valor mais elevado de sempre, ao cotar nos 7,55 euros.

Nota positiva também para a Semapa [sema] que avançou 0,89% para 11,31 euros, enquanto a Portucel [ptcl] cedeu 1,14%. A Cimpor [cimp] recuou 1,88% e fechou a cotar nos 6,26 euros.

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