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BCP regressa às quedas com descida superior a 8%

O banco liderado por Nuno Amado voltou às quedas, após a melhor sessão em quase dois anos. Os títulos desvalorizaram mais de 8%.

Bruno Simão
Patrícia Abreu pabreu@negocios.pt 08 de Junho de 2016 às 16:43
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Tudo indicava que esta seria mais uma sessão de recuperação para o BCP. Mas, depois de chegar a subir perto de 8%, o banco inverteu a tendência positiva e encerrou a tombar mais de 8%, apesar do presidente do BCP, Nuno Amado, ter garantido aos investidores que não têm motivos para preocupações e que a instituição não irá aumentar capital.


A sessão até começou bem para o BCP. Depois de ter escalado mais de 15% na sessão anterior, o banco chegou a subir um máximo de 7,84%, antes de regressar às quedas e encerrar a cair 8,24% para 0,0234 euros, num dia em que trocaram de mãos 742,8 milhões de acções. Desde o início do ano, o banco perde já 51,5% do seu valor, estando actualmente avaliado em 1.399,2 milhões de euros.


Os títulos do banco fecharam a sessão desta terça-feira a subir 15,25% depois de o presidente do BCP ter garantido que a instituição não precisa de um aumento de capital. Nuno Amado afirmou, em entrevista à agência de notícias Reuters que "os accionistas podem estar tranquilos pois o BCP não está a considerar uma operação ou quaisquer operações que impliquem aumentos de capital". 


"O BCP é super disciplinado e não está a ser equacionada por nós qualquer operação relacionada com o Novo Banco que implique aumentos de capital dos nossos accionistas", reforçou. As declarações de Nuno Amado surgiram depois de um período de quedas expressivas no banco, que em sete dias tirou cerca de um terço do valor de mercado ao BCP, devido aos receios que o banco seja forçado a recorrer ao mercado para reforçar de capitais.


A especulação em torno de um reforço de capitais aumentou depois do espanhol Popular ter surpreendido o mercado com um aumento de capital e de o Goldman Sachs ter adiantado que o BCP era uma das instituições mais "vulneráveis" a comparações com o Popular.

Através de operações de aumentos de capital, os investidores colocaram no BCP cerca de 4,4 mil milhões nos últimos cinco anos, sendo que a queda das acções deixou o banco a valer cerca de menos 70% daquele montante. Apenas a Sonangol, o maior accionista do BCP, acumula menos-valias potenciais que ultrapassam os 1,44 mil milhões de euros.

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