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BCP sobe 11,8% com expectativa de que regressará aos lucros em 2014

O banco liderado por Nuno Amado registou uma forte valorização depois de ter anunciado que diminuiu os prejuízos anuais para 740 milhões de euros, em 2013. Analistas e investidores acreditam na previsão avançada pela gestão do banco, de que a instituição voltará aos lucros na segunda metade do ano.

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O Banco Comercial Português (BCP) valorizou 11,82% para 0,1808 euros por acção nesta terça-feira, tendo chegado a subir 12,25% para 0,1815 euros e renovando um máximo de 21 de Janeiro.

 

A subida é a mais acentuada desde 4 de Julho de 2013, data em que Passos Coelho e Portas anunciaram uma reunião que viria a pôr fim à crise governativa desencadeada pelo pedido de demissão do presidente do CDS/PP do cargo de ministro dos Negócios Estrangeiros.

 

Esta terça-feira foi a primeira sessão após a apresentação dos resultados anuais do banco. Em 2013, a instituição diminuiu os prejuízos em 39% para 740 milhões de euros. Durante a apresentação dos resultados, Nuno Amado (na foto), presidente executivo do banco, anunciou que espera regressar aos lucros na segunda metade do ano. Antes disso, o banco planeia reembolsar 400 milhões de euros da ajuda que recebeu do Estado na forma de obrigações convertíveis contingentes ("CoCos").

 

Outra das notícias adiantada na apresentação dos resultados - e que captou o interesse dos investidores - diz respeito à venda da operação que o banco detém na Roménia. Ainda para o primeiro semestre está previsto o reembolso de 400 milhões de euros da ajuda recebida do Estado na forma das obrigações convertíveis contingentes ("CoCos").

 

BESI: É "altura de comprar" acções do BCP

 

Os analistas do BES Investimento reagiram de forma positiva aos números divulgados na segunda-feira, aumentando o preço-alvo do BCP para 0,20 euros e alterando a recomendação de "neutral" para "comprar". A nota de análise adianta que chegou a "altura de comprar" as acções do banco liderado por Nuno Amado.

 

Já o BPI notou que as provisões foram mais baixas que o esperado, ao passo que a margem financeira ficou aquém do que era previsto. "Não se esperam alterações significativas nas estimativas, dado que o desempenho pior do que esperado da margem financeira foi compensado pela qualidade dos activos melhor do que a antecipada."

 

André Rodrigues, do Caixa BI, refere os elevados prejuízos acumulados mas salienta "mais uma vez que o BCP apresentou um conjunto de tendências positivas [em base trimestral] com a estabilização da margem financeira e da qualidade dos activos."

 

(Notícia actualizada às 17h20)

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