Bolsa BCP sobe mais de 2,5% a afastar-se de mínimos

BCP sobe mais de 2,5% a afastar-se de mínimos

As acções do banco estão a recuperar esta quinta-feira, depois do BCP ter caído para mínimos históricos na última sessão. Nuno Amado garante que, apesar da queda, o banco está no caminho certo.
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Patrícia Abreu 02 de junho de 2016 às 08:30

Depois de ter encerrado a última sessão em mínimos históricos, o BCP está esta manhã a recuperar, a subir 2,5%. Apesar da recuperação, as acções continuam a negociar abaixo dos três cêntimos.


Os títulos do banco liderado por Nuno Amado seguem a valorizar 2,52% para 0,028 euros, com o banco a afastar-se dos mínimos. O BCP encerrou a última sessão em forte queda, a perder 10,78% para 0,0273 euros, o valor mais baixo a que já negociou em bolsa e em que apenas tinha tocado em 2012.


Esta forte quebra das acções levou a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) a impedir as vendas a descoberto no BCP, uma decisão que vigora apenas na sessão desta quinta-feira, 2 de Junho. O regulador liderado por Carlos Tavares justifica a decisão com "a diminuição do preço das acções, em relação ao preço de fecho do dia de negociação imediatamente anterior".


Nuno Amado justificou, ao Negócios, a forte descida das acções do banco com o facto de o BCP ter sido despromovido do índice MSCI Global, passando a integrar o índice para as pequenas capitalizações. "Como há pouco tempo houve uma subida de 12% por termos entrado no MSCI Global, esta queda é essa correcção", explica o líder do maior banco privado português.


O presidente do BCP garantiu ainda que o banco está a ir no caminho certo. "Apresentámos 47 milhões de euros de lucros no trimestre e não vamos alterar este rumo de rentabilidade consistente e recorrente", explicou.


Apesar das justificações de Nuno Amado, o mercado continua a temer que o banco seja obrigado a avançar com um aumento de capital, sobretudo após o anúncio surpresa da operação de reforço de capitais do espanhol Popular. Numa análise divulgada ontem, o Goldman Sachs considerou que o BCP está entre os bancos mais vulneráveis a comparações com o Banco Popular.




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