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Bear Stearns diz que Sonaecom tem de subir o preço da OPA

A Bear Stearns cortou as suas previsões de receitas e EBITDA da Portugal Telecom (PT), para o período entre 2006-2007, de modo a acomodar a pressão existente no negócio fixo doméstico e na participada brasileira Vivo. No entanto, reitera a recomendação de

Patrícia Silva Dias patriciadias@negocios.pt 22 de Setembro de 2006 às 13:00
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A Bear Stearns cortou as suas previsões de receitas e EBITDA da Portugal Telecom (PT), para o período entre 2006-2007, de modo a acomodar a pressão existente no negócio fixo doméstico e na participada brasileira Vivo. No entanto, reitera a recomendação de "outperform" por considerar que a Sonaecom terá de subir o preço da OPA.

Numa nota de "research" de hoje, a casa de investimento baixa as estimativas de receitas em 2,8% para os 6,294 mil milhões de euros, em 2006, e para os 6,253 mil milhões em 2007. Quanto ao EBITDA, corta as suas previsões em 4,8% em 2006 e 5,35 em 2007, para os 2,249 mil milhões de euros e 2,346 mil milhões, respectivamente.

Apesar da revisão em baixa, a Bear Stearns mantém a recomendação de "outperform" e o preço-alvo de 10,50 euros, por considerar que a Sonaecom será obrigada a aumentar o seu preço da oferta "se quiser ter sucesso na OPA".

"O ‘management’ da PT comprometeu-se com uma política de dividendos crescente e nós acreditamos que as operações em curso (por exemplo da PTM) deverão suportar esta medida", refere o estudo.

Tendo em conta o dividendo extraordinário de 1,75 euros e o "spin off" da PTM, e assumindo uma "yield" de 6% a 7%, a Bear Stearns avalia a PT entre 11 e 9,9 euros por acção. Esta estimativa é superior ao preço de 9,5 euros oferecido pela Sonaecom.

As acções da PT seguem a valorizar 0,20% para os 9,87 euros, também abaixo dos "target" de 10,5 euros que a Bear Stearns tem para a PT.

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