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Berardo apela à "responsabilização dos especuladores" e a uma nova ordem financeira mundial

O empresário Joe Berardo espera que a actual crise financeira dê origem a uma "nova ordem financeira mundial" e que os especuladores sejam responsabilizados, afirmou hoje o investidor madeirense à Agência Lusa.

Negócios com Lusa 01 de Outubro de 2008 às 19:56
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O empresário Joe Berardo espera que a actual crise financeira dê origem a uma "nova ordem financeira mundial" e que os especuladores sejam responsabilizados, afirmou hoje o investidor madeirense à Agência Lusa.

Berardo afirmou esperar que, "assim que a casa esteja arrumada", se pense numa "nova ordem financeira mundial", na qual "haja uma responsabilização dos especuladores".

"Há pessoas que me chamam especulador, mas eu nunca fiz como o [George] Soros e outros, que especulam contra moedas e afectam países inteiros", afirmou Berardo, acrescentando que é necessário "responsabilizar esses especuladores".

"O investidor americano George Soros fez um ataque especulativo à libra [que levou à saída do Reino Unido do Sistema Monetário Europeu, em 1992] e nunca foi responsabilizado por isso", afirmou.

"É uma das coisas mais urgentes a resolver, porque afecta todo o mundo e toda a gente", afirmou, salientando, no entanto, que "antes é preciso resolver a crise". Berardo acredita que o Senado dos Estados Unidos deverá aprovar hoje o plano Paulson, que pretende salvar da falência os bancos norte-americanos afectados pela crise financeira.

"Não acredito que o Senado não vá aprovar esta lei", afirmou à Lusa o investidor madeirense, que é um dos maiores investidores individuais da bolsa portuguesa e que possui participações accionistas em empresas como o BCP e a Zon Multimédia, entre outras.

O Senado norte-americano vai hoje votar uma nova versão do plano elaborado pelo secretário norte-americano do Tesouro, Henry Paulson, que na segunda-feira foi rejeitado pela Casa dos Representantes.

A versão que será hoje votada prevê, entre outras alterações, um aumento das garantias dos depósitos bancários e o prolongamento por dois anos de benefícios fiscais a empresas e contribuintes individuais.

Um eventual 'chumbo' do Senado ao plano - que pretende impedir a falência dos bancos americanos afectados pela crise - seria "muito mau" para o mundo, considerou Berardo.

"Mas não vale a pena especular sobre coisas que não vão acontecer", adiantou, escusando-se a comentar que tipos de consequências adviriam para a economia portuguesa.

Aos pequenos investidores que vêem cair o valor das suas acções devido à crise, Berardo aconselha a "manter a calma e a cabeça fria".

"Perder a cabeça não serve de nada", concluiu.

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