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Bernstein receia menor dividendo da PT e corta recomendação da operadora

Os analistas da casa de investimento receiam que subida dos prémios de risco da dívida portuguesa e que o "progresso lento" da reestruturação Oi obrigue a operadora a reduzir o dividendo.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 27 de Janeiro de 2012 às 10:44
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O Bernstein Research explica que as acções da Portugal Telecom são um claro indicador da confiança dos investidores para Portugal e que os investidores estão cada vez mais pessimistas para a Grécia, “e em consequência Portugal”, por serem países “demasiados pequenos para serem importantes”.

O preço-alvo do Bernstein desceu de 6,50 euros por acção para 4,50 euros e a recomendação desceu de “outperform” (desempenho acima do mercado) para “marketperform” (desempenho em linha com o mercado).

Uma decisão que é explicada com “a subida dos prémios de risco da dívida portuguesa e o lento progresso no Brasil a reduzir o potencial para” subidas da cotação no curto prazo “e aumentam o potencial (e a lógica) de uma redução do dividendo”, explica a nota de análise do Bernstein a que o Negócios teve acesso.


O banco de investimento diz-se "desapontado" com o progresso da operadora liderada por Zeinal Bava no Brasil, bem como pela falta de uma "estratégia clara" no Brasil, mas salienta que a Portugal Telecom negoceia como um "índice" da confiança dos investidores em Portugal.

"Tornou-se claro que a variável mais difícil de controlar para avaliar acções do mercado da periferia da Zona Euro é o risco macroeconómico e o receio consistente de acabar a deter escudos em vez de euros", se se provar impossível escapar a saídas da Zona Euro, explicam a nota de análise.

Quanto à política de dividendos, os analistas recordam que “as expectativas iniciais” apontavam para que a reestruturação “estivesse concluída no final de 2011” e “não foram cumpridas”. Se a Oi não distribuir dividendos, "o rácio de cobertura do dividendo da PT [pelos seus resultados] vai ficar abaixo de um”, ou seja, a cotada será obrigada a contrair dívida para manter a política de dividendos.

A operadora portuguesa não seria a primeira a rever a sua política de dividendos devido à crise que assolou o mercado interno. Recentemente foi a espanhola Telefónica e também a austríaca Telekom Austria, recorda a Bloomberg. No dia 17 de Janeiro, o "chief operating officer" da Portugal Telecom disse ao banco de investimento Berenberg, que não via motivos para reduzir o dividendo da operadora.

As acções da Portugal Telecom estão hoje a descer 0,77% para 3,999 euros e chegaram a negociar em mínimos de nove anos ao descer 1,44% para 3,972 euros. Isto depois de ter distribuído 1,30 euros por acção em dividendos extraordinários durante o ano passado, valor que ao contrárioa dos dividendos regulares não é objecto de ajustamento à cotação histórica das cotadas.

O preço-alvo do Bernstein para a PT confere-lhe um potencial de valorização de 12,5%, o que justifica a recomendação de "marketperform".

(Actualiza às 11h01 com mais detalhes sobre a nota de análise)

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.
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