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BES: Prejuízos semestrais provocam forte queda das acções

Os títulos do Banco Espírito Santo já caíram um máximo de 6,97% esta segunda-feira, após o banco ter apresentado prejuízos que superaram as previsões do mercado.

Bruno Simão/Negócios
Negócios 29 de Julho de 2013 às 08:58
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As acções do banco abriram a sessão de segunda-feira, 29 de Julho, a cair 5,33% em reacção aos prejuízos registados no primeiro semestre do ano. 

 

Os títulos acentuaram a tendência de queda na primeira hora de negociação, tendo chegado a perder um máximo de 6,97%, e seguem agora a desvalorizar 4,64% e a valerem 69,8 cêntimos.

 

O banco liderado por Ricardo Salgado reportou, na passada sexta-feira, 26 de Julho, perdas de 237,4 milhões de euros no primeiro semestre do ano, contra um lucro de 25,5 milhões no período homólogo de 2012.

 

A “poll” de quatro analistas inquiridos pela Reuters apontava para um prejuízo médio de 128 milhões de euros no primeiro semestre.

 

O principal motivo para o agravamento dos prejuízos foram as imparidades para crédito malparado. As provisões cresceram 75,3% para 747,3 milhões de euros.

 

Temos de dar a volta a estes prejuízos e passar a tormenta. Acredito que será possível fazê-lo em 2014
 
Ricardo Salgado
Presidente-executivo do BES

Em comunicado enviado à CMVM, o banco explica que as "consequências da recessão económica, principalmente ao nível das empresas, determinaram o aumento do número de insolvências com impacto directo nas imparidades e no provisionamento e afectaram negativamente as receitas: o produto bancário diminuiu 17,6% e o reforço de provisões aumentou 75,3%. Estes factores determinaram o apuramento de um prejuízo no semestre de 237,4 milhões de euros”.

 

Na conferência de imprensa de apresentação de resultados, o administrador Joaquim Goes revelou que o banco já antecipou "provisões que normalmente faríamos apenas no terceiro e no quarto trimestre". 

 

Mas, apesar desta antecipação, o BES vai manter o reforço de imparidades nos próximos meses. "As provisões vão continuar a ter um crescimento que esperamos que seja menos intenso", admitiu Ricardo Salgado. Quanto à recuperação dos resultados, o banqueiro foi mais cauteloso. "Acredito que estamos a fazer tudo, mas não vou dizer que os resultados vão melhorar. Depende muito. Temos de dar a volta a estes prejuízos e passar a tormenta. Acredito que será possível fazê-lo em 2014", antecipou o presidente-executivo do BES. 

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