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BES admite ganhar novos clientes com fusão BCP-BPI

O Banco Espírito Santo considera muito difícil prever como funcionará o sector bancário nacional caso a OPA do BCP sobre o BPI tenha sucesso, mas Ricardo Salgado afirma que o historial do banco mostra que o BES pode vir a ganhar novos clientes.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 24 de Abril de 2006 às 15:33
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O Banco Espírito Santo considera muito difícil prever como funcionará o sector bancário nacional caso a OPA do BCP sobre o BPI tenha sucesso, mas Ricardo Salgado afirma que o historial do banco mostra que o BES pode vir a ganhar novos clientes.

Na «conference call» com analistas, quando questionado sobre se o BES poderia tirar partido de uma possível fusão entre o BCP e o BPI, Ricardo Salgado diz que é um exercício «muito difícil» de prever.

Contudo, o presidente do BES [besnn] admite que o segundo maior banco privado português pode vir a «ganhar clientes» com esta OPA, caso ela venha a ter sucesso.

Ricardo Salgado exemplificou que o «track record» do BES nos últimos anos mostra que o banco tem conseguido crescer de forma orgânica. Lembrou que em 1991 o BES tinha uma quota de mercado de 8,5% e hoje esta ascende a 18%.

O objectivo do BES, até 2009, passa por aumentar a quota de mercado para 20%.

O presidente do BES lembrou, desde o início do processo de privatização da banca portuguesa, outras fusões ocorreram em Portugal – com o BCP e o BPI e outros bancos a realizarem aquisições – e o processo de crescimento orgânico do BES correu bem.

Ricardo Salgado frisou que o objectivo do BES actualmente passa por ganhar clientes da Tranquilidade que não sejam ainda do BES. O BES, no âmbito de um aumento de capital que está a realizar vai incorporar a Companhia de Seguros Tranquilidade.

O BCP lançou uma oferta pública de aquisição sobre o Banco BPI, oferecendo 5,70 euros por cada acção.

Questionado por um analista sobre se o BES estava a ponderar lançar uma OPA concorrente, Ricardo Salgado afirmou que «não está no nosso plano estratégico» efectuar tal operação.

Concorrência em Espanha não representa conflito com Credit Agricole

O BES está a proceder a um aumento de capital onde pretende encaixar um máximo de 1,38 mil milhões de euros. Ricardo Salgado adiantou que parte deste montante será utilizado para reforçar os rácios de capital, com a alocação de 308 milhões de euros ao Tier I.

No final de Março o Tier I do BES situava-se nos 4,5%, muito perto do limite mínimo exigido pelas autoridades.

Parte do restante encaixe com o aumento de capital servirá para comprar o Banco Urquijo, caso o BES vença o concurso para a aquisição do banco espanhol.

Ricardo Salgado recusou um potencial conflito com o seu accionista Credit Agricole, que também está a concorrer à aquisição do Urquijo.

«Temos que enfrentar» a concorrência do Credit Agricole, «é um facto da vida», disse Ricardo Salgado. «Eles fazem uma oferta e nos fazemos a nossa», disse a mesma fonte, recusando revelar o valor oferecido pelo BES.

O presidente do BES ressalvou ainda que, «com ou sem Urquijo, vamos desenvolver a nossa actividade em Espanha».

Acerca de Angola, Salgado afirmou que o BES está «contente» com a posição actual.

As acções do BES, que hoje apresentou os resultados dos primeiros três meses do ano, seguiam a subir 0,07% para 14,96 euros.

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