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BES sobe mais de 14% após entrada do Goldman e "research" do Citi

As acções do BES dispararam mais de 14%, a beneficiar da entrada no capital do banco por parte do Goldman Sachs e da revisão em baixa das estimativas de perdas por parte do Citi.

Sara Antunes saraantunes@negocios.pt 23 de Julho de 2014 às 17:12
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BES subiu 14,35% para 47,8 cêntimos por acção, acentuando assim a toada de ganhos observada na última sessão. A subida das acções está a ser acompanhada por uma liquidez elevada, tendo trocado de mãos 115 milhões de títulos, o que compara com a média diária de 32,7 milhões verificada nos últimos seis meses.

 

As acções chegaram a subir 19,62% ao longo da sessão, para 50,0 cêntimos, um máximo desde 14 de Julho.

 

O BES liderou assim os ganhos na banca europeia, num dia em que o índice Stoxx para a banca europeia avançou 0,44% para 192,33 pontos. O segundo banco que mais subiu foi o BCP, com um ganho de 8,76% para 11,3 cêntimos.

 

Os títulos do banco liderado por Vítor Bento estão a beneficiar dos comunicados emitidos na terça-feira, já depois do fecho da sessão bolsista, e que revelaram a entrada do Goldman Sachs no capital do banco. Um movimento que diminui os receios dos investidores em relação ao banco, numa altura em que se aguarda para conhecer as perdas reais que o BES vai ter de assumir com os problemas do Grupo Espírito Santo (GES).

 

A casa de investimento afirmou, à Bloomberg, que a entrada no capital do BES é para "facilitar as transacções de clientes."

 

O BES revelou ontem em comunicado à CMVM que o Goldman Sachs adquiriu no passado dia 15 de Julho um total de mais de 127,6 milhões de acções do banco, o que corresponde a 2,27% do capital.

 

Foi também ontem revelado que a gestora de fundos Desco, uma empresa detida na totalidade pelo norte-americano David E. Shaw, comprou mais de 152,5 milhões de acções, representativas de 2,71% do capital social do banco português.

 

A beneficiar a negociação dos títulos estará também a nota de análise emitida esta quarta-feira, 23 de Julho, pelo Citi, onde a casa de investimento reviu em baixa as estimativas de perdas que o BES deverá assumir com as empresas do GES e com a unidade de Angola. Ontem o Citi tinha reiterado a recomendação de compra para as acções do BES.

 

Os resultados do banco serão conhecidos no próximo dia 30 de Julho, quando inicialmente estava agendado para o dia 25 de Julho. O Negócios revela esta quarta-feira que as perdas do BES no primeiro semestre poderão ascender a várias centenas de milhões de euros, em vez dos 200 milhões que alguns analistas antecipavam antes de os problemas financeiros da Espírito Santo International, da Rioforte e suas subsidiárias ficarem à vista. 

 

E isto numa altura em que se sabe que a Rioforte também já pediu gestão controlada no Luxemburgo. Depois da Espírito Santo International (ESI), esta terça-feira foi a vez de a Rioforte anunciar que pediu acesso ao regime de protecção de credores. A decisão prende-se com "dificuldades substanciais" ocorridas na sociedade que detém 100% do seu capital - a ESI.

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