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BES sofre maior queda desde Dezembro de 2011 após anunciar prejuízos

Na sessão posterior a ter anunciado um prejuízo inesperado de 62 milhões de euros, o BES sofreu uma queda acima de 10% em bolsa, a maior desde 6 de Dezembro de 2011. As opiniões negativas dos analistas acentuaram a queda das acções do banco liderado por Ricardo Salgado.

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As acções do Banco Espírito Santo aceleraram as perdas do início da sessão e fecharam com uma queda superior a 10%, depois do banco ter anunciado que fechou o primeiro trimestre com prejuízos de 62 milhões de euros e após pelo menos dois bancos de investimento terem cortado a avaliação dos títulos.

  

As acções desceram 10,62% para 0,825 euros, na maior queda diária desde 6 de Dezembro de 2011 (-12,39%). Os títulos chegaram a cair 11,92% numa sessão em que foram transaccionadas mais de 62 milhões de acções.

 

As acções iniciaram a sessão logo em queda acentuada, uma vez que o banco anunciou terça-feira que fechou o primeiro trimestre com prejuízos de 62 milhões de euros, quando os analistas apontavam para lucros. Além disso, Ricardo Salgado, CEO do banco, não garantiu que banco venha a obter resultados líquidos positivos na totalidade do ano.

 

As perdas acentuaram-se depois dos bancos de investimento terem divulgado as notas de “research” com as reacções aos resultados. A mais agressiva terá sido a do JPMorgan, que reduziu o preço-alvo de 1,03 euros para 0,55 euros, cortando a recomendação de “neutral” para “underweight”, “depois dos resultados trimestrais decepcionantes do banco e depois de a acção ter subido 33% desde o início de Março”, escreve o analista Jaime Becerill em nota a que o Negócios teve acesso.

 

Também o KBW, de acordo com a Bloomberg, já reduziu a recomendação (de “market perform” para “underperform”) e o preço-alvo, de 1,00 euro para 0,90 euros.

 

Os restantes analistas também estão a emitir reacções negativas aos resultados do banco liderado por Ricardo Salgado.

 

“Uma margem financeira muito mais fraca do que o previsto [caiu 24,7% face ao período homólogo de 2012] e menores ganhos em operações de mercado (“trading”) foram os principais factores por trás do resultado líquido abaixo do esperado”, escreve o BPI em nota de análise publicada esta manhã.

 

“Depois deste conjunto de resultados, devemos ter de cortar as nossas estimativas, nomeadamente ao nível da margem financeira”, escreve o analista Carlos Peixoto, que tem uma recomendação “neutral” e um preço-alvo de 1,15 euros para a acção.

 

Também em comentário aos resultados do BES, o CaixaBI salienta negativamente a queda da margem financeira, que “penalizou a rentabilidade do banco no trimestre, num contexto em que o conjunto de operações internacionais do banco apenas contribuiu com 4,4 milhões para o resultado do trimestre”. O CaixaBI recomenda “acumular” acções do BES, com “target” nos 1,15 euros.

 

O banco promoveu esta tarde uma "conference call" com analistas, com início marcado para as 15h30. 

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.


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