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BESI acredita que Sonae ainda tem espaço para crescer em bolsa

OPA da Sonaecom aos minoritários, melhoria das operações de retalho não alimentar e actualização das estimativas para 2014 levam unidade de investimento do BES a subir preço-alvo da Sonae, de 1,08 euros para 1,35 euros. Recomendação continua a ser de “comprar”.

Paulo Azevedo apela à "redução e racionalização de custos" na Universidade
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 10 de Janeiro de 2014 às 11:49
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A Sonae SGPS continua a ter margem para valorizações. Depois de subir 58,5% no ano passado, acima do ganho de 22,6% do índice de referência nacional, a dona dos supermercados Continente poderá ainda somar mais terreno, na opinião da casa de investimento do BES.

 

O novo preço-alvo atribuído pelo BESI à Sonae é de 1,35 euros, o que corresponde a uma subida de 25% em relação ao anterior “target” de 1,08 euros. A empresa está hoje a negociar nos 1,198 euros, inalterada face ao fecho de ontem, acumulando um ganho de 14% desde o arranque do ano. A recomendação continua a ser de "comprar" e a companhia liderada por Paulo Azevedo (na foto) mantém-se na lista de "balas de prata".

 

“O nosso ‘target’ de 1,35 euros permite um potencial de subida de 13% e vemos margem para uma ainda maior criação de valor para a Sonae (até 9 cêntimos) se a Sonaecom conseguir comprar aos minoritários nas actuais condições”, justifica a equipa de analistas liderada por Filipe Rosa, numa nota de “research” publicada esta sexta-feira, 10 de Janeiro.

 

Sonaecom justifica parte da melhoria do target

 

A Sonaecom é precisamente uma das razões para a actual melhoria da avaliação da retalhista por parte do BESI. A proposta de compra aos minoritários por parte da antiga dona da Optimus (a operadora foi fundida na Zon Multimédia formando a Zon Optimus) “é outro passo na direcção certa” e é “um bom negócio para a Sonae”, segundo os especialistas, dado que “vai permitir ter controlo total do balanço da Sonaecom e do fluxo de dividendos a uma avaliação atractiva”.

 

Além disso, um outro aspecto determinante para o novo “preço-alvo” da Sonae é, na perspectiva do Espírito Santo Investment Banking, a expectativa de que os resultados “continuem a ser um motor positivo” para a empresa. “Acreditamos que a Sonae SR [retalho não alimentar] está muito bem posicionada para beneficiar deste ciclo de recuperação que está agora a começar, nomeadamente em Portugal onde é líder de mercado nos segmentos de bens electrónicos e nos produtos de desporto”. Presente essencialmente com o Continente no retalho alimentar (Sonae MC), a Sonae é dona de marcas não alimentares como a SportZone e a Worten.

 

No que diz respeito a Espanha, onde as contas têm sido negativas, o BESI acredita que, apesar das perdas se manterem, a expectativa é que venham a diminuir, obtendo vantagem das reestruturações em curso.

 

A melhoria da avaliação feita pela equipa de analistas liderada por Filipe Rosa também é explicada pela actualização das estimativas para 2014.As receitas deverão subir 3% em 2013, totalizando 3.797 milhões de euros, aumentando outros 3% em 2014. Já no que se refere aos lucros, a expectativa do BESI é um resultado líquido de 326 milhões de euros em 2013 (foram 32 milhões em 2012) e 134 milhões no presente ano.

 

Nota: A notícia não dispensa a consulta da nota de “research” emitida pela casa de investimento, que poderá ser pedida junto da mesma. O Negócios alerta para a possibilidade de existirem conflitos de interesse nalguns bancos de investimento em relação à cotada analisada, como participações no seu capital. Para tomar decisões de investimento deverá consultar a nota de “research” na íntegra e informar-se junto do seu intermediário financeiro.

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