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BESI: Saída de Espanha e Itália do Euro custaria quatro mil milhões ao Deutsche Bank

As unidades de Espanha e de Itália do Deutsche Bank têm uma diferença entre os créditos concedidos e os depósitos de 14 mil milhões de euros. Se os dois países saírem do euro, o impacto no capital do banco pode ser de quatro mil milhões.

Hugo Paula hugopaula@negocios.pt 13 de Junho de 2012 às 19:23
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O BES Investimento (BESI) emitiu uma nota de análise para o Deutsche Bank (DB) que reitera a sua recomendação de “vender” para as acções do banco alemão, notando que o valor dos empréstimos supera o dos depósitos em Espanha e Itália, e que uma saída dos dois países da Zona Euro teria impacto nos níveis de capital do banco.

No caso de Espanha e Itália saírem do euro e as suas divisas depreciarem 30%, pressupõe o Linn, as perdas do Deutsche Bank podem ascender a 4,2 mil milhões de euros no capital, estima o BESI. Isto, porque há uma diferença entre o montante dos empréstimos concedidos e os depósitos recebidos pelo banco nas suas duas unidades.

Em Itália, os empréstimos concedidos pelo DB em Itália corresponde a 205% dos depósitos, enquanto em Espanha corresponde a 314%, segundo nota de análise do analista Mathew Linn citada pela Bloomberg.

O impacto seria “bastante significativo num banco que já se encontra capitalizado de forma muito fraca”, salienta a nota do BESI citada pela Bloomberg.

A especulação em torno de uma saída da Grécia da Zona Euro tem gerado receios relativos à sobrevivência da Zona Euro e ao efeito de uma mudança de divisa em bancos com operações em vários países. Se a Espanha e Itália voltarem às suas moedas locais e estas depreciarem, e o DB as duas unidades do banco forem financiadas, em euros, junto da casa-mãe, o banco terá de absorver as perdas.

Para contrariar este risco, os bancos têm vindo a procurar que as suas unidades se financiem de forma autónoma. A unidade italianda do Deutsche Bank financiou-se em 6,5 mil milhões de euros dos quais 3,5 mil milhões foram contraídos junto do BCE. A unidade espanhola financiou-se em 5,58 mil milhões de euros dos quais 5,5 mil milhões foram conseguidos junto do Banco Central Europeu.

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