Mercados BofA: "Os touros estão de volta" e passam por cima dos medos de recessão

BofA: "Os touros estão de volta" e passam por cima dos medos de recessão

Enquanto os investidores mais ricos se encolhem com medo de um sell-off em 2020, os gestores de fundos apontam na direção contrária e apontam para que se viva um momento de "bull market" em breve.
BofA: "Os touros estão de volta" e passam por cima dos medos de recessão
Negócios 12 de novembro de 2019 às 16:09

O inquérito feito mensalmente pelo Bank of America Merrill Lynch a gestores de fundos globais mostra que estes substituíram os medos de recessão pelo receio de perder oportunidades. "Os touros estão de volta", escreve a instituição.

Numa altura em que o mercado de capitais parece encaminhar-se para novos picos históricos, o grande receio na mente dos investidores parece ter mudado. "Os touros estão de volta… as preocupações de recessão global desvaneceram-se e o ‘medo de ficar para trás’ (fear of missing out) precipita uma onda de otimismo e um salto na exposição a ações", lê-se numa nota enviada pelo banco aos clientes.

A referência aos "touros" invoca o cenário conhecido como "bull market", que se traduz em subidas superiores a 20% no valor dos ativos cotados. 

O inquérito revela que os níveis de liquidez tiveram a maior quebra desde a eleição de Donald Trump em 2016: 4,2%, que compara com a queda de 5% dessa altura. O dinheiro disponível está no nível mais baixo desde junho de 2013.

Paralelamente, o otimismo quanto ao crescimento da economia mundial disparou à taxa mais alta dos últimos 20 anos para atingir um pico de 18 meses. Isto é um sinal de que os investidores esperam que os números da produção industrial e os lucros das empresas melhorem.

O conflito comercial entre os Estados Unidos e a China é o fator que tem mais potencial para abalar este otimismo, apontaram ainda os gestores. Contudo, os mesmos acreditam que tréguas entre as duas maiores economias do mundo serão suficientes para impulsionar as ações em direção a novos recordes.

A visão dos gestores de fundos contrasta, contudo, com outra que foi divulgada no mesmo dia: a dos investidores mais ricos. Esta classe, de investidores com mais de 1 milhão de dólares em ativos, acredita que vai existir um "sell-off" significativo antes de 2020 terminar. As eleições nos EUA e a guerra com a China figuram entre os maiores receios.




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